terça-feira, 21 de outubro de 2014

NECROMANCER – Forbidden art

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No que resultam riffs forjados na áurea década de 80 e que esperaram mais de 20 anos para entrarem num debut? No caso do grupo carioca NECROMANCER equivale à máxima comum “quanto mais velho melhor”. Formado em 1986 e atualmente composto por Marcelo Coutinho (vocal), Luiz Fernando (guitarra e backing vocals), Edu Lopez (guitarra), Gustavo Fernandez (baixo) e Alex Kafer (bateria e backing vocals), aqui eles atacam com um Death/Thrash furiosíssimo com pegada oldscool, mas uma cara bem atual. Forbidden arté a reuniam de músicas que só existiam em demos e foram regravadas para este lançamento. Técnica e feeling trabalharam lado em todas as faixas, exibidas numa gravação de qualidade, na qual tudo soa claro e no seu devido lugar. A introdução com Necromantia apenas preparará você para receber um soco no estomago com a devastadoraNecromancer, urrada pelo vocal odioso de Marcelo. Impossível não banguear sem controle ao ouvir Deadly symbiosis com suas paradinhas e dobradinhas atreladas a partes rápidas. Aumente o som em Middle ages, saia da frente em Plundered society, facilmente assimilável, e tente se recuperar após The rival. O NECROMANCER merece ser conhecido. Procure, ouça e compre o CD. Certamente, mais um clássico para posteridade no Metal nacional. Nota: 9,0
Por Écio Souza Diniz 
Faixas: 1-Necromantia (intro) / 2-Necromancer / 3-Deadly symbiosis / 4-Dark church / 5- Havocs and destruction / 6-Middle ages / 07-Plundered society / 8-The rival / 9-Desert moonlight

sábado, 4 de outubro de 2014

ZOMBIE COOKBOOK – Outside the grave

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Quem aí é fã de um bom terror trash? Pois bem o ZOMBIE COOKBOOK é um prato cheio pra isso e muito mais. Munidos de letras e visual repulsivo, esses catarinenses englobam num contexto sobre zumbis vários estilos de Metal, indo da rapidez do Crossover e Thrash, passando por elementos de Grindcore e Splatter, e chegando a passagens potentes de Death.  Este debut mostra esmero tanto na qualidade da gravação e das musicas quanto da arte gráfica, cujo encarte possui uma estória em quadrinhos muito bem elaborada, na qual os membros são os protagonistas. Todos na banda obtiveram ótimo desempenho em seus respectivos instrumentos, destacando, por exemplo, o vocal berrado a lá John Tardy (OBITUARY) de Dr. Stinky. Após uma breve e sádica vinheta, Feasting the human dusk entra como uma cacetada certeira que mostra o que vem pela frente, e sem nenhuma pausa já emenda no Dethão de I sell the dead. Passagens cadenciadas torturantes em Midnight hunger vão preparando-o para os riffs letais de I drink your blood. A bateria arrasadora de V.O.D.U.N descamba nos solos inspirados de Harvest of the damn, que se aliam eficientemente as bases rapidíssimas de Grab the guts e Fellows in sadism. A versão em CD do álbum ainda possui as faixas Boneyard (que possui os vocais mais medonhos de todos) e .Feast of the undead. Já a versão em vinil é composta por uma linda capa gatefold, com as letras, a estória em quadrinhos, LP roxo e um pôster. Algo também muito legal é que o lançamento do álbum foi realizado com apoio da Lei de Incentivo a Cultura de Santa Catarina. Certamente, eis um registro que estará marcado para posteridade no underground nacional. Se você é sensível, nem chegue perto. Mas se possui adrenalina e afinidade pelo lado pútrido da existência aprecie sem moderação. Nota: 9,0 
Por Écio Souza Diniz
Faixas (CD): 1-Feasting humans at dusk/ 2-I sell the dead/ 3-Midnight hunger/ 4-Boneyard/ 5-I drink your blood/ 6-I eat your skin/ 7-Creepy freak/ 8-Feast of the undead/9-V.O.D.U.N (Vile odor of decomposing unborn necropolis)/ 10-Harvest of the damn/ 11-Grab the guts/ 12-Fellows in sadism/ 13-Then you scream

ZOMBIE COOKBOOK: a trilha sonora do terror!

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Por Écio Souza Diniz
Proposta musical peculiar. Este é um bom termo para resumir o Metal praticado pelos catarinenses do ZOMBIE COOKBOOK. A mistura agrega Thrash, Hardcore, Grind, Splatter e alguns elementos de Death, usando isso tudo como trilha sonora para contos sobre zumbis famintos. A banda tem colhido os frutos de seu excelente Debut, Outside the grave, que inclusive foi a pouco lançado em vinil. Para dissecar o trabalho desses caras, o Pólvora Zine teve um papo necrofágico com o vocalista Dr. Stinky, e convidamos as presas humanas e outros mortos-vivos a conferirem.
Pólvora Zine: De onde surgiu a ideia de tratar de temas sobre zumbis?
Dr. Stinky: Então… quando montamos a banda tínhamos a ideia de montar algo nos moldes da nova onda do Death Gore norte-americano, por exemplo, GHOUL, BLOOD FREAK, LORD GORE, entre outras bandas foram as nossas influências iniciais. A ideia sempre foi um Death metal com elementos de Thrash, Grind e Hardcore e com vocais alternados. A temática da banda trata do terror como um geral, mas um terror mais underground e os zumbis são o que temos de mais podre e underground neste meio.       
P.Z: Como vocês trabalharam e particionaram o processo de composição?
Dr. Stinky: Nosso processo de composição é bem variado, todos gostam de compor e, geralmente, chega-se no ensaio com a ideia inicial da música e aí vamos moldando ela em conjunto. As letras são um processo à parte, pois geralmente fazemos as linhas de vocal sem as letras, encaixamos algumas palavras fortes (fins de frase, entonações, repetições, entre outras coisas) e aí definimos o tema e escrevemos.
P.Z: Outside the grave tem sido bem aceito em veículos de grande importância, como a Roadie Crew. Como tem sido a reação das pessoas aos shows?
Dr. Stinky: Tem sido bem legal, nosso material tem um apelo visual forte, assim como os shows, onde mostramos nosso lado zumbi em cima do palco.
P.Z: Algo que creio ajudar muito na divulgação é parceria com a assessoria de imprensa da Metal Media. Isso procede?
Dr. Stinky: Nossa parceria com a Metal Media tem sido essencial, iniciamos nosso trabalho com eles desde o lançamento do EP Cinetrash. Acho que foi uma decisão mais do que certa que tomamos, porque a banda já “nasceu” com o trabalho de imprensa sendo feito.
P.Z: Além da música, vocês possuem um ótimo apelo visual de forma geral. Inclusive o disco conta com uma história em quadrinhos onde vocês são protagonistas. Como surgiu essa ideia? Qual a importância vocês enxergam em se colocarem no contexto lírico?
Dr. Stinky: Então… esse era pra ser o release da banda, mas não conseguimos fazer a tempo, precisávamos enviar todo o material para a assessoria e não deu tempo. Aí seguramos a ideia e lançamos em Outside the grave. Sobre nossa inserção neste contexto, nós achamos que é essencial, até por todo o lance que temos de palco. Não vemos outra forma de fazer isso sem ter todo esse enredo.
P.Z: Algo interessante acerca do lançamento do debut foi o apoio do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura e da Fundação Cultural de Joinville. Deve ter sido uma surpresa pra vocês conseguirem esse apoio, certo? A propósito vocês acham que patrocínio desta natureza a bandas de Metal tem aumentado no seu Estado e no Brasil?
Dr. Stinky: Foi fundamental sim, inclusive o relançamento em LP se deu da mesma forma. É algo que todas as bandas deveriam procurar, pois existe verba pra projetos culturais nas três esferas (federal, estadual e municipal). Entrem em contato com as secretarias de cultura/fundações de cultura do município e se informem. Da nossa parte nunca tivemos rejeição por tocarmos Death Metal e por tratar de assuntos pesados. É arte e tem de ser incentivada.
P.Z: Visto a mescla de estilos extremos que praticam vem a curiosidade de se há algum que é mais influente dentro da banda.
Dr. Stinky: Com certeza o Death Metal.
P.Z: Tem havido divulgação do álbum no exterior? Como anda a possibilidade de uma turnê fora do Brasil?
Dr. Stinky: Enviamos algum material na época do CD e agora estamos enviando alguns LPs para fora. Turnê ainda é muito cedo. Temos o segundo disco pela frente, talvez com o lançamento dele isso seja mais viável para nós.
P.Z: Qual lugar do Brasil até o momento melhor recepcionou um show da banda?
Dr. Stinky: Em todos os lugares fomos muito bem recebidos, mas tem um lugar que é especial para nós que é o Storm Festival em São Leopoldo (RS). Aquilo é mágico!
P.Z: Santa Catarina possui o maior festival de Metal Extremo do Brasil, o Zombie Ritual. Para vocês qual tem sido a maior contribuição deste festival para o Estado?
Dr. Stinky: É uma coisa que nem passava pela nossa cabeça, ter as maiores bandas de Metal extremo do mundo tocando do lado de casa. Tem sido fundamental para a cena do estado. Mas temos que salientar que Santa Catarina sempre teve a cultura dos festivais como Bob Rock, River Rock, Tschumistock, entre outros, e sempre foram grandes eventos. Agora ainda surgiu o Armageddon que é na nossa casa (Joinville). Mas com certeza o Zombie é o maior de todos.
P.Z: Fale-nos sobre como foi o lançamento do debut no formato de um luxuoso vinil e os locais que ele pode ser encontrado. Acredito que ele esteja sendo bem requisitado pelos bangers, certo?
Dr. Stinky: Sim, foi um sonho de moleque sendo realizado. Em 2012, quando o Outside… saiu queríamos que fosse em LP, mas não deu muito certo e lançamos em CD. Trabalhamos a divulgação dele e em 2013 entramos com outro projeto no SIMDEC para o relançamento em LP e fomos aprovados. Aí conseguimos finalizar a etapa “Outside the Grave”. Tivemos uma procura bem grande pelo lançamento, inclusive por pessoas que nem gostam do nosso estilo, mas acharam legal uma banda fazer este tipo de lançamento. Ainda temos copias disponíveis, há algumas distribuidoras que estão vendendo e temos uma boa quantidade com a banda também.
P.Z: Quais são os próximos passos almejados para o curto prazo?
Dr. Stinky: Bom, temos dois splits que estão agendados pra sair pra até o fim do ano, ou começo do ano que vem. Paralelamente a isso temos a gravação e lançamento do segundo disco. Como reformulamos a banda temos que tocar ao vivo também, ou seja, estamos com muitos compromissos para curto e médio prazo. Depois de o segundo disco lançado será cair na estrada e divulgar ao máximo.
Mais informações:

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

SANGRENA – Blessed black spirit

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De inicio já digo: o que você encontrará nas faixas que constituem este álbum é um Death metal brutal e de ótima qualidade. Trata-se de um dos melhores trabalhos do estilo nos últimos anos. Formada em 1998 na cidade de Amparo (SP), a SANGRENA, atualmente composta por Luciano Fedel (vocal e baixo), Fabio Ferreira (guitarra), Gustavo Bonfá (guitarra) e Alan Marques (bateria) mostra que todos esses anos de batalha no underground deram a experiência e malicia necessárias para realizar Blessed black spirit, cuja equalização e timbragem dos instrumentos se destacam. O álbum foi originalmente lançado em 2009, primeiramente no exterior pelos selos Darzamadicus Records (Macedônia) e Sevared Records (USA). Finalmente, agora em 2014 ele chega ao mercado brasileiro.  Após uma breve introdução com When the masks fall, o ódio em sentido amplo se revela num turbilhão que atende pelo nome Infernal domination. Difícil é não querer encabeçar um super mosh ao som matador de The ninth prophecyIn sacrifice e a faixa titulo. Também vale ressaltar que o vocal de Fedel é carregado de tanta ira (exemplo de City of hanged people e The march), que um fãzinho de “Metal mais light” pode vir a se borrar todo. Ouça no talo. Nota: 9,0
 Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1-When the masks fall/ 2-Infernal domination/ 3-Cursed by revenge/ 4-Land of scorn/ 5-Abyss of souls/ 6-The ninth prophecy/ 7-Blessed black spirit/ 8-In sacrifice/ 9-Reign of illusions/ 10-City of hanged people/ 11-The march

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

TUATHA DE DANANN: “o alvorecer de um novo sol”!

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Por Écio Souza Diniz
 O TUATHA DE DANANN hoje é uma referência nacional, sendo considerado pioneiro na arte de praticar Folk metal no Brasil. Entretanto, em 2010 foi anunciada uma pausa nas atividades da banda, gerando dúvidas e incertezas nos fãs. Finalmente, este ano a banda anunciou decididamente seu retorno e para mostrar que a coisa é séria lançaram recentemente o Single Dawn of a new sun, contendo duas músicas inéditas, que também serão regravadas para o vindouro novo álbum. A banda manteve sua formação clássica composta Bruno Maia (vocal, guitarra, flauta, Banjo e Bouzouki), Rodrigo Berne (guitarra solo), Giovani Gomes (baixo), Edgar Brito (teclados) e Rodrigo Abreu (bateria), contando agora com seu companheiro de KERNUNNA, Alex Navar (Uilleann pipe e vocal). Neste descontraído papo Bruno nos fala sobre este retorno, além de outras curiosidades. 

FACADA – Nadir

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Três palavras definem bem Nadir: brutalidade, desespero e sarcasmo. O conteúdo contido aqui não é indicado para aqueles que não suportam se defrontar com a podridão do mundo, pois as letras falam sobre alienação, falsidade religiosa, individualismo, misantropia, extinção humana etc. A gravação é de ótima qualidade, tendo parte dela sido realizada no Limbo Estúdio e parte no Big Snuff Studio na Alemanha. O time composto por James (baixo e vocal), Danyel (guitarra), Ari (guitarra) e Dangelo (bateria) tratou de arregaçar as mangas e detonar tudo. Numa paulada só os caras já entram sem pedir licença com Deus de carneO fim do homem e Cidade morta. Para empatar a coisa entra em cena a asfixiante Altar de sangue, retrato da dor e desesperança brasileira e que conta com a participação de Jão (RATOS DE PORÃO), seguida pela ultrassônica faixa titulo e Tudo está desmoronando. A facada final por conta dePreguiça de interagirEspero antes de morrer e Perverso sem remorso. O encarte também se destaca, sendo que os seus tons de cinza com as letras escritas como se o tivessem sido feitas manualmente e alguns desenhos em estilo solto são um pano de fundo ideal para toda essa náusea em forma de Grindcore. Para ouvir no talo! Nota: 9,0
 Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1-Intro / 2-Deus de carne / 3-O fim do homem / 4-Cidade morta / 5-E-diota / 6-Amanhã vai ser pior / 7-Josefel Zanatas / 8-Altar de Sangue / 9-Nadir / 10-Tudo está desmoronando / 11-Raiva não falece / 12-O tempo será teu humilhador / 13-Eu não pertenço a este mundo / 14-Corumbá hippie do inferno / 15-Ode á gente / 16-Preguiça de interagir / 17-Espero antes de morrer / 18-Perverso sem remorso / 19-Inveja / 20-Guarda esse mantra pra ti

EXPOSE YOUR HATE – Indoctrination of hate


1374224_10202113941838724_1552976587_nNão é atoa que o EXPOSE YOUR HATE é um dos nomes mais importantes do Grindcore nacional. Neste registro a banda, composta por Luzdeth Lott (vocal), Flávio França (guitarra), Herman Souza (guitarra), Cláudio Slayer (baixo) e Marcelo Costa (bateria) mantém sua característica marcante de praticar com precisão a linha tênue entre o Brutal Death metal e o Hardcore.  A gravação ficou límpida e evidencia o peso de cada instrumento, e a masterização foi feita no Apartment 2 Recording Studio em Ottawa (Canadá) por Topon Dias. Não pense que aqui tem introduçãozinha para abrir, pois o rolo compressor já vem amassado tudo logo na entrada com Ready to explode, seguida por Blessed by ignorance (que bateria é essa ?!?) e Spreading holy violence. Em Deceived in Faith há partes com uma pegada Crust bem feita. A rifferama de Money power controlConfront the untouchable e 666 reasons to hate pode lhe conceder um ótimo torcicolo. Em suma: um poderoso esporro sonoro que expurga qualquer demônio interior. Nota: 9,0 
Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1- Ready to explode / 2- Blessed by ignorance / 3- Spreading holy violence / 4-Odious operandi / 5- Deceived in Faith / 6-My de-generation / 7-Marked target / 8-When we destroy to create / 9-Money power control / 10-Confront the untouchable / 11-Suspicous activity / 12-Machine gun full of hatred / 13-666 reasons to hate / 14-Transitory lifetime / 15-Start to chaos / 16-Self-denial attitude / 17-Life not for sale

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

IMPERATIVE MUSIC COMPILATION VOLUME VII

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Atualmente, o que não falta são empresas de assessoria e managment espalhadas por aí. Entretanto, a qualidade do serviço que algumas oferecem deixa muito a desejar. No caso da Imperative Music, eles oferecem uma ampla divulgação de seus clientes, por exemplo, através desta compilação, que vêm lançando desde 2009, masterizada nos Estados Unidos pelo Damage Room Studio e distribuída em diversas regiões do Brasil, Europa, Estados Unidos, Japão e Rússia. Neste sétimo volume há bandas de grande potencial de regiões que Abrangem as Américas, Ásia, Canadá e Japão. A maioria das bandas possuem bom desempenho, mas para citar alguns destaques, tanto em qualidade de gravação como estrutura da música. A começar pelo Brasil temos a ótima atuação do Death do RISE AND DOWN, o Black dos veteranos do AMEN CORNER, o Thrash/Speed sujo e agressivo do TOXIC MAZE, o Thrash brutal do SOUTHERN e o ótimo Heavy metal do SILENT HALL. O ISHTAR da Coréia do Sul mostra um ótimo Metal Sinfônico, com um belo vocal feminino. De Taiwan tem o GREEDY BLACK HOLE com uma pegada mais na linha do Metalcore. O RED DEAD da França manda ver um Death/Black primordial e cru. Direto da Bolívia tem o Thrash a lá SLAYER do INCIDENCE. Há o Heavy/Thrash peculiar do ZENIT do Chile. Para fechar, o WORRY BLAST pratica um interessante Hard/Heavy. Nota: 8,5
Por Écio Souza Diniz
Faixas:
1-ISHTAR – center of your soul (Coréia do Sul) / 2-GREEDY BLACK HOLE – The last judgment (Taiwan) / 3-ROTTEN FILTHY-The garbage’s queen (Brasil) / 4- END ALL – More beer (Japão) / 5 – SUBVERSILVAS – Extrospection (Brasil) / 6-RISE AND DOWN – Unleashed again (Brasil) / 7-RED DEAD – Lethal hoax (França) / 8 – AMEN CORNER – Monarchy (Brasil) / 9-UNDEAD VISION – Undead vision (Suécia) / 10-TOXIC MAZE – Insane war (Brasil) / 11-INCIDENCE – Tornado of violence (Bolívia) / 12-IF ALL ROPES TEAR – Mirrors (Alemanha) / 13-PHATOM OF INSANITY – Cross the line (Finlândia) / 14-TORTURER – Torturer (Canadá) / 15-SOUTHERN – Den canibal (Brasil) / 16 – ZENIT – Behind enemy lines (Chile) / 17-CELLMYS – Mirror (Brasil) / 18-METANIUM – Soul of a warrior (EUA) / 19-SILENT HALL – Prisoners of fear (Brasil) / 20-WORRY BLAST – Get ready! (Suécia)
Mais informações:

sábado, 16 de agosto de 2014

VILLAINY - The view from my ivory tower

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Direto da Holanda, o VILLAINY formado por Reinier Vrancken  (guitarras e Vocal), Jeroen Pleunis (baixo) e Bram Keijers (bateria) neste EP 7’, parte do seu debut Villainy I, mostra um Metal ríspido que agrega estilos diversos, passando pelo Death, Doom, Black e Thrash metal. Na faixa The view from my ivory tower tem-se partes rápidas que remetem ao Black metal de nomes como BATHORY, e outras partes mais cadenciadas que remete ao Doom primordial.  Em Heir to the throne há uma mescla de Thrash/Speed no estilo de bandas como LIVING DEATH e EXCITER e o Black do DARTHRONE, tendo riffs marcantes. Ideal para amantes da velha guarda. Nota: 7,5
Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1- The view from my ivory tower / 2- Heir to the throne

ANASTIE - ÍTACA

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É fato que o Metalcore é um estilo muito popular mundo fora atualmente, e no Brasil não é diferente, pois promissoras bandas vem surgindo com esta proposta. Os paulistas do ANISTIE também almejam seu lugar ao sol e para isso já até contaram com a produção de Fernando Quesada (NOTURNALL, SHAMAN). Neste single é evidente que a banda tem boas condições para lançar um debut bacana, visto que Ítaca reune agressividade, melodia, alguns elementos de Industrial e um fúria revestida por agônia. Outro ponto é a valorização de nossa língua, cantando em português. Confira! Nota: 8,0
Por Écio Souza Diniz

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

PROJECT 46: “Hoje não basta dizerem que sua banda soa que nem banda gringa, queremos bem mais”.

Por Ramon Teixeira
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Formada em 2008 e atualmente composta por Caio MacBeserra (vocal), Jean Patton (guitarra e backing vocal), Vini Castellari (guitarra), Rafa Yamada (baixo) e Henrique Pucci (Bateria, ex-Paura), a banda paulistana PROJECT 46, um dos mais novos representantes da atual safra do Metalcore brasileiro, está conquistando cada vez mais espaço no com suas letras ácidas cantadas em português. Depois da visibilidade adquirida com o excelente Doa a quem doer (2011), a banda se encontra em trabalho de divulgação do seu mais recente lançamento, Que seja feita a nossa vontade (2014). E nessa entrevista para o PÓLVORA ZINE Jean Patton e Henrique Pucci falam um pouco sobre a trajetória da banda e o atual momento.
Pólvora Zine: Conte-nos um pouco como surgiu a banda.
Jean Patton: A banda surgiu de jams entre o Vini e eu, em casa tomando cerveja. Nós fazíamos parte de um Slipknot cover, o Kroach. O Vini tocava guitarra e eu percussão na banda, pois já tinha outras bandas como guitarrista, como um Pantera cover, por exemplo. Quando decidimos gravar as músicas que tínhamos feito apenas na guitarra, chamamos os caras mais próximos da gente e amigos desde pequenos para fazer umas jams. Saíram quatro músicas em quatro dias seguidos, foi animal, curtimos muito e então oficializamos a banda e saímos fazendo o corre, desde 2008!

NOTURNALL: sólido e centrado.

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Por Ramon Teixeira
Formada em 2013 por Thiago Bianchi (SHAMAN, vocal), Fernando Quesada (SHAMAN, baixo e violão), Léo Mancini (SHAMAN, TEMPEST, guitarra e violão), Junior Carelli (SHAMAN, teclado) e Aquiles Priester (ex-ANGRA, HANGAR, bateria), a bandaNOTURNALL acaba de lançar o seu debut homônimo. Produzido por Russell Allen (SYMPHONY X, ADRENALINE MOB), o registro mostra a força de um supergrupo que vem trazer novos ares ao Metal nacional e mundial, com um metal progressivo de primeira qualidade que foge do tradicional. Nessa entrevista Fernando Quesada fala um pouco sobre o disco e as expectativas com este início de carreira.
 Pólvora Zine: A banda é formada por integrantes da Shaman e Aquiles Priester (HANGAR, ex-ANGRA). Como surgiu a ideia de trabalharem juntos? 
Fernando Quesada: Eu, Thiago, Leo e Juninho temos um entrosamento e uma química muito boa, tocando juntos desde o SHAMAN. Quando houve a pausa na banda, nós decidimos não nos separar por conta da felicidade de tocarmos juntos e por sempre acreditarmos que poderíamos fazer ainda muito mais juntos. Foi neste momento que começamos a pensar em um novo baterista, e não veio outro nome em mente a não ser Aquiles Priester! Queríamos alguém em forma, com a técnica 100% e com sangue nos olhos para conseguirmos fazer linhas de baterias inacreditáveis para as músicas que já estavam em fase de finalização. Nós já nos conheciamos da estrada de shows e resolvemos juntar as forças para fazermos uma nova banda juntos. Hoje tenho certeza que toco com alguns dos melhores músicos do país, e é realmente um sonho poder tocar com essa formação.

TRAY OF GFIT: “não queremos ficar à sombra de ninguém”.

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Por Écio Souza Diniz
Após o anúncio em 2010 da pausa da TUATHA DE DANANN por tempo indeterminado, num primeiro momento muitos podem ter pensado que os músicos da banda parariam por ali. Ledo engano, pois um dos exemplos de se manter em plena atividade foi a criação do TRAY OF GFIT pelo guitarrista Rodrigo “Berne”.  A banda é completada por Adriano Sarto (líder vocal), Giovani Gomes (baixo, Tuatha de Danann), Marcos Teixeira (flauta e guitarra acústica), Raphael Wagner (guitarra e banjo), Felipe Batiston (teclados, banjo e vocal – ex-Tuatha de Danann) e Wilson Melkor (bateria, ex-Tuatha de Danann). Calcado numa sonoridade que remete ao Folk metal, mesclando uma atmosfera ora mais pesada ora mais erudita, o grupo vem divulgando seu álbum de estreia, The tray of Gfit, lançado pelo selo Cogumelo Records, como também circulam boatos que um novo álbum está a caminho.  Nesta entrevista, Rodrigo aborda aspectos gerais sobre a banda.

Resenha: Roça and roll (16 edição)-17/05-2014

Por Écio Souza Diniz
Foto: Colaboração de Mayckon Pacheco e Paty Freitas
 O Roça and roll hoje pode ser considerado um dos grandes festivais do Brasil. Este ano o evento completou 16 edições, cuja evolução é perceptível a cada ano, tanto em termos de estrutura e organização como do cast que o integra. Para muitos, o festival é um dos momentos mais aguardados do ano, visto que é feito para todos os públicos do Punk ao Black metal. Este ano também teve feira de vinil e vila medieval. Além, disso o clima de descontração e diversão é um bônus garantido. O Pólvora Zine pode acompanhar novamente o dia principal do evento (17 de maio) e o que rolou lá, assim como depoimentos de algumas das bandas sobre suas participações no evento você confere na íntegra aqui.
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SILENT HALL
De inicio assistimos ao show do Silent Hall, uma banda do sul de Minas que tem se destacado com seu Heavy metal através do EP Gates of conscience. A banda trouxe o público para curtir alguns de seus sons comoPrisoners of fear e a bem estruturada Sweet dreams. De acordo com o baixista Rogério: “Participar do Roça ‘n’ Roll é sempre um prazer, é muito bom mesmo! Esse ano foi especial pra gente, pois foi a primeira vez que fizemos parte do cast principal e isso se torna uma janela muito legal para as bandas. Long Live Roça ´n’ Roll!!

DEFYING – Nexus Artificial – 2014


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Formada em 2008, a banda polonesa Defying, atualmente formada Piotr Stępiński (vocal e guitarra), Rafał Warniełło (guitarra solo), Paweł Siemaszko (baixo) e Tomasz Semeniuk (bateria, sampling), despeja nesse seu debut Nexus Artificial (2014) uma carga de um bem produzido prog metal, comparável a trabalhos mais pesados e experimentais realizados pelo respeitável “Sir” Mikael Åkerfeldt com o Opeth e o Edge of Sanity. O disco todo é bom, todas as músicas estão conectadas, sendo preferível escutá-lo obedecendo à ordem das faixas, todavia, destacam-se:Newborn Sun (com seus quase 10 minutos); Portraits; a arrastadaPrayers e SuppressionOuvintes de prog metal com uma pegada mais pesada, vocês têm mais um bom registro em mãos, aperte o play e embarque numa viagem pelas origens da humanidade (aspecto lírico trabalhado no disco) em meio a experimentalismos produzidos por uma ampla gama de efeitos de guitarra, samples e arcos de violoncelo. Nota: 8,5
 Por Ramon Teixeira
 Faixas:
  1. Dēmiourgós
  2. Newborn Sun
  3. Portraits
  4. Prayers
  5. Mismatch
  6. Imitation
  7. Ningma
  8. Anaesthesia
  9. Suppression
  10. Ab originis

THE BOURBONS – DEMO (EP) – 2014

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Formada em 2011, como projeto, por Nelson Fontes (Vocalista), Tiago Marques (Guitarra), Gil Ferreira (Baixo) e Alex Santos (Bateria), a banda portuguesa de Rock/Hard Rock The Bourbons nessa demo demonstra todo o feeling próprio desse estilo de música, algo que cativa e faz você se imaginar numa longa estrada para o inferno. Inspirados em nomes como Led Zepellin, Rolling Stones e AC/DC, para se ter uma referência, a sonoridade da banda lembra bandas tupiniquins conhecidas como a gaúcha Draco e a mineira Glitter Magic. Prévia do full lenght que vem por ai para suceder o primeiro registro BAR: Bes Amazing Reasons (2011), aqui é possível ver a evolução do grupo. Destaque para a voz de Nelson Fontes e para os solos de Tiago Marques que conseguem, em conjunto com a sintonizada cozinha, expressar todo o sentimento roqueiro como em Early Time, a melhor do registro. Completam o EP Slow Yell eBreaking Bad. Dê o play, aumente o som e dê espaço ao seu instinto selvagem!
Nota: 7,5
 Por Ramon Teixeira
 Faixas:
  1. Slow Yell
  2. Early Time
  3. Breaking Bad

TEKILAHELL – Doomed

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Direto de Brasília a TEKILAHELL, na ativa desde 2005 chega finalmente ao seu debut, lançado em abril deste ano. A proposta de Betto Oliveira (guitarra e vocal), Waldeyres Oliveira (baixo) e Kofap Jaber (Bateria) é sediada no Stoner, com alguns elementos grooveados. A sonoridade foi criada de forma mais crua, o que dá peso e aspecto denso às músicas, embora, uma gravação de melhor qualidade, com uma timbragem e equalização mais limpida dos instrumentos tornará a coisa ainda mais interessante. Na abertura, Hellwalker já traz consigo uma atmosfera densa, seguida de Brotherhood, que chama atenção pelos riffs distorcidos. Já Doom stone e The answer se destacam por seus andamentos arrastados, que remete a elementos de Doom. Rebel é a melhor, pois tem uma pegada com forte groove, sendo bem ácida e com linhas de baixo salientes. Uma boa inciativa para contribuir com um estilo ainda incipiente de bandas executando-o em terras brasileiras. Nota: 7,5
Por Écio Souza Diniz
Faixas:
1. Hellwalker 04:40
2. Brotherhood 04:29
3. Doom Stone 07:07
4. The Answer! 04:34
5. Rebel 04:20
6. Doomed 04:57

PAST UNDONE – See you tomorrow

Past Undone
Após o excelente início com o EP Time lapse, os lusitanos do PAST UNDONE chegam ao segundo lançamento, See you tomorrow. É evidente que a banda não pretende se apegar a qualquer rumo musical definido, pois neste novo trabalho a dinâmica das músicas aprensenta uma evolução em relação a outrora. O único pesar foi o abandono da atuação simultanea do vocal lírico feminino e o gutural, que dão um contraste legal a sonoridade, mas isto não depreciou em nada o que aqui está contido. As letras continuam a descorrer sobre o tempo e aspectos comuns relativos às emoções humanas. A faíxa título constitui uma calmaria que leva o ouvinte por uma viagem profunda e envolvente. Já Dear son apresenta possui uma boa atuação dos vocais femininos e andamento mais rápido. Em Time to pray reside uma base mais Prog metal e apresenta uma bela atmosfera sombria. O que falta agora é um bom contrato e um debut.Nota: 8,5
Por Écio Souza Diniz
Faixas:
1-See you tomorrow / 2-Dear son / 3-Time to pray