sexta-feira, 8 de maio de 2015

NECROBIOTIC: Uma máquina Death metal!

Necrobiotic banda 2Por Ramon Teixeira
Celebrando 21 anos de estrada e passando por cima de tudo com sua máquina Death metal, a banda NECROBIOTIC – formada por Flávio “F.A.C.O.” Oliveira (guitarra e vocal), Humberto Silva (guitarra), Fabrício Franco (baixo) e Broka (bateria) – em mais uma data da “Necro On The Road”, turnê de divulgação do novo álbum Death Metal Machine(2014) esteve em Conselheiro Lafaiete para se apresentar no 14º Rising Metal Fest. O PÓLVORA ZINE aproveitou para bater um papo com os caras sobre a carreira, o novo trabalho, a turnê e sobre o Metal nacional. Confira.
Pólvora Zine: A Necrobiotic possui 21 anos de estrada. Como é viver todo esse tempo produzindo Metal extremo no Brasil?
F.A.C.O: Headbanger é o melhor estilo de vida que se pode ter brother. Hail Satan! É isso aí, essa é a nossa vida cara, foda-se.  

HATEFULMURDER: Um passo à frente na carreira!

Por Ramon Teixeira
3540315566_photoAtarefado em promover o debut No Peace (2014) e levando à loucura o público por onde passa com seu Thrash/Death metal de qualidade, inclusive tendo também o álbum lançado nos Estados Unidos, a banda carioca HATEFULMURDER esteve em março em Conselheiro Lafaiete-MG para se apresentar no tradicional Rising Metal Fest já em sua 14ª edição e Thomás Martinoia (bateria) e Renan Campos (guitarra e backing vocal) – completam a banda Felipe Lameira (vocal) e Felipe Modesto (baixo) – falaram com exclusividade para o PÓLVORA ZINE sobre o novo trabalho, a No Peace tour e os planos para o fururo.
Pólvora Zine: O lançamento de No Peace (2014) tem sido bem recebido pela crítica especializada e pelos fãs. O que isso representa para a banda?
Thomás Martinoia: Isso representa um passo à frente na nossa carreira. Nesse disco a gente definiu melhor a sonoridade da banda e com isso veio também o fechamento com a Cogumelo Records aqui em Minas, que também abriu portas para a gente e a recepção do público é tudo de bom, tudo que a gente sempre quis. 

FALLEN IDOL – Fallen Idol

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Como faz bem aos ouvidos escutar aquele Heavy Doom que traz em suas vísceras os órgãos que fazem funcionar a pegada primordial do estilo. Neste caso, estou falando de uma sonoridade influenciada por medalhões como Candlemass, Cirith Ungol, Pentagram, Saint Vitus e Trouble. O trabalho feito pelo trio paulista formado por Rodrigo Sitta (guitarra e vocal), Márcio Silva (baixo) e Ulisses Campos (bateria) neste debut conta com uma boa gravação que capta de forma concisa uma aura primitiva (não tão suja quanto o Sludge), riffs inspirados e uma boa interpretação vocal. Logo na abertura de I, psychotic já é escancarada aquela conjuntura de riffs ácidos. Mother death carrega precisamente a melancolia também essencial ao estilo, sendo um tema de uma introspecção envolvente. Também se destacam a cadencia e belos solos de The forgotten page, a escola de Leif Edling em Black preacher, a dose de Stoner em Join the dead e Dead’s heart lament, a mais sorumbática de todas, com os dois pés na escola de Tony Iommi. A bela capa foi uma cortesia do artista Fernando Lima. Que bom que mais bandas praticando esse som ter surgido no Brasil, e o Fallen Idol certamente acertou nesse primeiro passo. Nota: 9,0
 Écio Souza Diniz
 Faixas: 1. I, Psychotic / 2. Join The dead / 3. Mother Death / 4. Scarecrow / The Forgotten Page / 6. Black Preacher / 7. Dead Heart’s Lament

sábado, 14 de março de 2015

ANGRA: convicto e realizado!

J.Duarte Design Por Ramon Teixeira e Écio Souza Diniz
Um fato indubitável é a importância do ANGRA para o Heavy metal brasileiro perante o resto do mundo. Nessas mais de duas décadas de atividade, a banda teve vários altos e baixos, lançando, contudo, clássicos indiscutíveis como Holy landRebirth e Temple of shadows. Após a saída do vocalista Edu Falaschi (ALMAH) muito foi indagado sobre quem assumiria seu posto, e eis que uma grande possibilidade surgiu ao ter Fabio Lione (RHAPSODY OF FIRE, VISION DIVINE) como convidado para uma temporada de shows. Finalmente, após uma turnê muito bem sucedida Fábio foi oficializado como vocalista, e um tempo após isso o baterista Ricardo Confessori foi substituído pelo novato Bruno Valverde. Enfim, o período de incertezas que a banda enfrentava nos últimos anos teve seu fim com uma formação sólida, revigorada e que rendeu novos caminhos musicais à banda, evidenciados pelo seu  novo álbum, Secret garden. O baixista Felipe Andreoli é quem falou de forma franca ao PÓLVORA ZINE sobre esse excelente momento vivido pela banda.
Pólvora zine: O ANGRA atravessou um período de incertezas com a ausência de um novo vocalista. De onde partiu a ideia de chamar Fabio Lione para fazer shows com a banda? Desde o início a química rolou entre vocês e ele?
Felipe Andreoli: A ideia surgiu quando fomos convidados pra tocar no 70.000 Tons Of Metal. Estávamos sem vocalista na época, e o próprio promotor do festival sugeriu o nome do Fabio. Curiosamente, a banda já tinha cogitado a entrada dele em 1999. O Fabio sempre foi próximo à banda.    

CLAUSTROFOBIA: a peste deixa ainda mais rastros!

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Por Ramon Teixeira
 Surgida em 1994, e com a mesma formação desde 1996 – compõe a banda desde então os irmãos Marcus D’Angelo (vocal/guitarra) e Caio D’Angelo (bateria), Daniel Bonfogo (baixo) e Alexandre Orio (guitarra) – o CLAUSTROFOBIA desponta como uma das principais bandas brasileiras de Thrash/Death metal. Dando continuidade ao costume de cantar músicas em português – desde a demo Saint War (1995) – em 2011 a banda inova e lança Peste, disco todo cantado em nossa língua nativa. Atualmente prestes a lançar o Visceral, primeiro DVD em 20 anos de carreira, o vocalista e guitarrista Marcus banda conta um pouco para o PÓLVORA ZINE sobre a carreira e sobre o excelente momento que a banda vive atualmente.
Pólvora Zine: Ano passado vocês relançaram o disco Peste (2011) com três músicas inéditas. Qual foi a motivação para o relançamento?
Marcus D’Angelo: Na verdade tivemos dificuldades de toda ordem no lançamento do Peste, mesmo assim foi muito bem recebido pelos fãs e pela critica. Devido a essas dificuldades resolvemos reestruturar os bastidores para podermos desenvolver um trabalho mais confortável depois de tantos anos na luta, então resolvemos relança-lo com esses bônus. Outro motivo foi que a primeira prensagem estava esgotada. Precisávamos repor.  

domingo, 22 de fevereiro de 2015

EVIL REMAINS – Legacy of the devil

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A paulista EVIL REMAINS composta atualmente por Thor (Vocal e guitarra), Phill (guitarra), Suicidal (baixo) e Matheus Paulucci (bateria) chega finalmente ao seu debut. Em Legacy of the devil seus ouvidos serão invadidos por um Thrash direto, ácido e sem firulas exageradas. Todos os instrumentos soam precisos, claros e no devido lugar, e a gravação com seu aspecto sujo deu um ar de peso nas músicas (mas não exclui o fato que precisa ser melhor tratada no futuro). O vocal de Thor também se destaca, mas é outro ponto que precisa ser lapidado. As rispidez e velocidade de faixas fulminantes como a sensacional The executioner, Firennihilation, Child of rage e a ótima Evil remains (cantada em português). Já se prefere conciliação de velocidade com partes mais cadenciadas ouça She is killer e Tribute to the brave ones. Ouça no talo, mas cuidado com o pescoço! Nota: 8,0

 Por Écio Souza Diniz

 Faixas: 1-Hellcome/ 2-The executioner/ 3-Firennihilation/ 4-Dead man walking/ 5-She is a killer/ 6-Tribute to the brave ones/ 7-Until the hell/ 8-Quite walls/ 9-Child of rage/ 10-Evil remains/ 11-Legacy of the devil

BURWEE - Hide

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Neste debut os filandeses do BURWEED você encontra uma sonoridade que remete a um Metalcore agressivo e cru. Entretanto, podem ser encontrados riffs de Doom (exemplo da sufocante Lye) e elementos progressivos. Mas se o que você quer é uma comparação, tente pensar num MASTODON com bastante groove e num DARK TRANQUILITY (fase Haven). Também merecem destaque as pesadíssimas Lie e Tire ion. Tudo bem que Toni Raukola (guitarra e vocal) Eetu Lehtinen (baixo e vocal) e Lauri Tattari (bateria) não estão reiventando nada, mas o que aqui fazem eles fazem bem feito. Nota: 7,5

Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1-Swallow/ 2-Lye /3-Lie/ 4-Dilate/ 5-Tire iron / 6-Hide/Defend

Projekt NÖIR – Ský

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Uma aura obscura, melancólica e solitária cobre este projeto formado em Portugal em 2014, capitaneado pelo islandês Jóhann Örn (DYNFARI). São quatro faixas que transitam entre o Dark e o Black metal ambiente. Os arranjos e a gravação foram bem tratados e prometem lhe levar a uma viagem dentro do obscuro de sua mente. O destaque fica para a épica e tribal Sjálfsmynd dauðleikans e a desoladora Á vit tilgangs. Ouça apenas se estiver em boa sanidade mental. Nota: 7,5

Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1-Ský / 2-Sjálfsmynd dauðleikans/ 3-Í regni elds og brennisteins 04:07/ 4-Á vit tilgangs

Ouça em: http://projektnoir.bandcamp.com/

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

TELLUS TERROR – EZ Life DV8

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Enigmático e complexo são adjetivos que definem bem esse registro! Desde a arte da capa e encarte – elaborada por Seth Siro Anton (PARADISE LOST, NILE, entre outros), passando pelas letras até o som (destaque para a versatilidade dos timbres usados pelo vocalista), o que vemos neste debut é uma obra de arte conceitual madura. Felipe Borges (vocal), Álvaro Faria e Wederson Félix (guitarras), Arthur Chebec (baixo), Ramon Montenegro (teclado), Rafael Lobato (bateria) desferem um golpe certeiro à mesmice com um som que – de forma equilibrada e original – mescla Black, Death, Thrash, Heavy e Gothic/Doom, Metalcore e progressivo para contar a história do surgimento do universo a partir do Big Bang, passeando pela angustiante história do surgimento da vida inteligente e seu potencial de autodestruição, sendo a morte a única certeza no final disso tudo. O som desses caras lembra muito obras como as da banda ARCTURUS e o disco Nexus Artificial (2014) dos poloneses do DEFYING. Destaque para as faixas TerraformerBlood Visions e Civil Carnage. Aqueles que gostam de explorar novos territórios musicais com certeza irão apreciar esse trabalho. Embarque nessa viagem sonora-filosófica do gênesis ao apocalipse através da revelação nacional do TELLUS TERROR e seu Mixed Metal Styles! Nota: 9
 Por Ramon Teixeira
Faixas:
1-Stardust / 2-Terraformer/ 3-3rd Rock From The Sun / 4-Bloody Vision/ 5-Equinox/ 6-Civil Carnage/ 7-I.C.U In Hell (International Chaos United)/ 8-Brain Technology Pt.1 (This is where it starts) / 9-EndTime Panorama / 10-Error

CAMUS – Heavy Metal Machine

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Diversas surpresas estão surgindo em meio a este clima indescritivelmente nostálgico presente no cenário Heavy metal underground nacional e internacional. Bandas como a pernambucana CAMUS atualmente composto por Marcelo Dias (bateria),Thiago Souza (baixo/vocal) e Jones Johnson (guitarras) nos proporciona a evidência de que o heavy metal tradicional não esta em extinção pelos lados tupiniquins. A banda soltou o EP Heavy Metal Machine, produzido pelo guitarrista Nenel Lucena (Throne, Evocati), soando incrivelmente cristalino e autêntico. Em uma era onde a agressividade e a brutalidade são predominantes no cenário Metal. Algumas sonoridades remetem à Influenciados por JUDAS PRIEST, GRAVE DIGGER, HERETIC (EUA), FATES WARNING e PRIMAL FEAR. Os destaques ficam a cargo de Dreams Of Shadows e The Loser. Profissionalismo e autenticidade. Aguardemos o debut! Nota: 8,0
Por Lucas Araújo Alves
Faixas: 1-Dreams Of Shadows/2- Heavy Metal Machine/3- The Loser/4- False Conviction.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

RIZZI: potencial em ascensão!

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Por Ramon Teixeira
Com nome de origem italiana e liderada pela vocalista Milady Rizzi Franklin, acompanhada por Grégory Rizzi Franklin (guitarra), Taty Rizzi (baixo), Filipe Costa (guitarra), Hudson Alves (teclado) e Guilherme Rossignoli (bateria), a RIZZI é uma banda de Symphonic Gothic Metal da cidade de Espera Feliz (MG) formada em 2011. As influências sonoras são de bandas como WITHIN TEMPTATION e NIGHTWISH, e a parte lírica fala sobre o amor, a revolta, a fé e incertezas da vida. Com dois singles lançados,Tears Fall Down e The Rain – que está sendo lançado juntamente com o videoclipe- em breve lançarão EP. Nesta entrevista para o PÓLVORA ZINE Milady Rizzi fala um pouco sobre a trajetória e sobre o momento que vive hoje a banda.   

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

APOCRYPHAL VOICES – Pain and pleasure

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Em Pain and pleasure os finlandeses do APOCRYPHAL VOICES nos apresentam um Avant-garde metal de qualidade e muito bem executado. Juhani Jokisalo (Vocal, Guitarra, Baixo e Sintetizador) e Ville Salonen (Bateria) apostaram em um trabalho com belas pegadas de Death metal que se desenvolvem ao decorrer das faixas, ficando evidente em Tongue of Kali com intensos guturais, melodia e solo veloz e técnico. Mas, sem perder a pegada arrastada do álbum anterior, stilltrapped, as primeiras faixas trazem riffs sombrios e vocais limpos e por vezes alguns rasgados. Os bons exemplos disso são as faixas Underneath the Mask e Muddy Trail. Já Waves of Tranparency tem uma explicita pegada Doom. Rebel Angels faz contraponto e retorna o lado Death\Black Metal assim comoMegalomaniac Euphoria, que fecha o álbum. A boa qualidade da gravação também é um ponto alto. Vale a pena conferir. Nota 8.0
Por Bruno Marota
Faixas:
1 – Underneath the Mask/ 2 – A Failed Species/ 3 – As fire Itself Dances/ 4- Tongue of Kali/ 5– Muddy Trail/ 6 – Inner Turmoil/ 7 – Rebel Angels/ 8 – Waves of Tranparency/ 9 – Megalomanic Euphoria

PRIMORDIUM – Todtenbuch

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Há uma frase que tenho repetido à exaustão durante os últimos anos: “os headbangers brasileiros muitas vezes não reparam na grande diversidade de bandas de qualidade deste país, e às vezes em locais onde o acesso à estrutura ideal para fazer Metal é mais dificil”. O PRIMORDIUM de Natal (RN) composto atualmente por Gerson Lima (vocal), Lux Tenebrae (guitarra, didgeridoo e vocais), Alex Duarte (guitarra), João Felipe Santiago (baixo, programação do teclado e vocais) e Augustus Caesar (bateria) merece uma real atenção e respeito, pelo que eles junto a pouquíssimas bandas como o ANUBIS e o HATE EMBRACE, têm se proposto a fazer por aqui. Ou seja, um Death metal brutal e muito bem trabalhando, tendo como pano de fundo a cultura do antigo Egito. É isso mesmo, eles estudaram na escola do NILE. Além disso, a gravação e arte gráfica de Todtenbuch são de alto nível e as sonoridades típicas colocadas em meio à pancadaria criaram uma ambiência muito bacana. Todas as faixas tem seu mérito, mas podem ser destacados Curse of imhotep, que já entra com seus riffs cortantes e amaldiçoados, Mummified e Gates of Re-Staú com seus grandes arranjos, o peso e contraste com o violino da convidada Ariane Salgado em Legion e a brutalidade descomunal de Glory of Rá, também com participações de Paulo Henrique e Lucas Praxedes nas guitarras. Corra atrás, adquira o CD e de cara aperte o repeat do seu aparelho, pois a empolgação é garantida. Nota: 9,0
Por Écio Souza Diniz
Faixas:
1-Todtenbuch/ 2-Curse of Imhotep/ 3-Mummified/ 4-Gates of Re-Staú/ 5-Legion/ 6-Transcending/ 7-Khmunu/ 8-Glory of Rá/ 9-Pillars of eternity/ 10-Negative confession /11-Osiris (Arcanus XX)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

RED EVOLUTION: politizado e pesado.

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Por Ramon Teixeira
A banda RED EVOLUTION Composta por Diego Andrade (vocal), Gustavo Sanches (guitarra), Guilherme Almeida (guitarra) e Fagner Silveira (baixo) e bateria gravada pelo produtor José Roberto, com menos de um ano de formação e com duas músicas em mãos – Our guns e Gaza –,caminha para a gravação de um EP e promete colocar o pé na estrada e disseminar o seu Metal de amplas influências, recheado de histórias de lutas revolucionárias pelos festivais do cenário underground brasileiro. Diego e Gustavo contaram para o PÓLVORA ZINE um pouco sobre a trajetória e os planos da banda.       

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

NECROMANCIA: 30 anos de Thrash metal na veia.

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Uma banda de Metal completar 30 anos de estrada no Brasil é uma tarefa árdua. Isto ser concebido ainda para uma banda de Metal mais extremo, que tem suas bases num cenário underground é ainda mais surpreendente. Entretanto, quando se tem como predicado sinceridade e honestidade no que se faz, o tempo costuma ser um juiz que conta a favor. Surgido no ABC paulista, nos anos 80, o NECROMANCIA em 2014 comemora esta longevidade de seu trabalho, calcado num Thrash metal puro e genuíno e responsável por um dos debuts brasileiros mais clássicos do estilo. Hoje a banda formada por Marcelo d’Castro (vocal e guitarra), Kiko d’Castro (bateria) e Roberto Fornero (baixo) mostra que ainda tem muitos planos pela frente, dentre eles um DVD com a história da banda e um novo álbum. O baterista Kiko é quem nos conta sobre a trajetória do NECROMANCIA e muito mais.  

terça-feira, 4 de novembro de 2014

LETHAL STORM - We are

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O LETHAL STORM vem colhendo o fruto de um trabalho feito com empenho, e O EP We are é uma boa amostra da força do Brutal Thrash da banda. Boa gravação, bons solos e riffs. O feeling autêntico de Douglas (vocal), Hudson (guitarra), Luciano (guitarra), Haroldo (baixo) e Fabio (bateria) é destilado em cinco faixas que funcionam muito bem. A brutalidade invade emCorruptos (com uma ótima base da batera), e em Blood stormhá precisão na alternância entre agressividade e técnica. Mas é em Words of mankind que temos aquele Thrash malicioso com aqueles riffs dobrados, batidas de prato e base metrancada, que inclusive está mais pra Death metal. Disorder tem passagens mais cadenciadas alternadas com partes mais rápidas. A alternância entre vocal gutural e rasgado também se destaca. Mas ainda sim, faltou algo: um set list com mais sons desse naipe. Nota: 8,0
 Por Écio Souza Diniz
Faixas:
1-    Corrupos / 2- Blood storm / 3- Words of mankind / 4-Violence / 5- Disorder

terça-feira, 21 de outubro de 2014

NECROMANCER – Forbidden art

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No que resultam riffs forjados na áurea década de 80 e que esperaram mais de 20 anos para entrarem num debut? No caso do grupo carioca NECROMANCER equivale à máxima comum “quanto mais velho melhor”. Formado em 1986 e atualmente composto por Marcelo Coutinho (vocal), Luiz Fernando (guitarra e backing vocals), Edu Lopez (guitarra), Gustavo Fernandez (baixo) e Alex Kafer (bateria e backing vocals), aqui eles atacam com um Death/Thrash furiosíssimo com pegada oldscool, mas uma cara bem atual. Forbidden arté a reuniam de músicas que só existiam em demos e foram regravadas para este lançamento. Técnica e feeling trabalharam lado em todas as faixas, exibidas numa gravação de qualidade, na qual tudo soa claro e no seu devido lugar. A introdução com Necromantia apenas preparará você para receber um soco no estomago com a devastadoraNecromancer, urrada pelo vocal odioso de Marcelo. Impossível não banguear sem controle ao ouvir Deadly symbiosis com suas paradinhas e dobradinhas atreladas a partes rápidas. Aumente o som em Middle ages, saia da frente em Plundered society, facilmente assimilável, e tente se recuperar após The rival. O NECROMANCER merece ser conhecido. Procure, ouça e compre o CD. Certamente, mais um clássico para posteridade no Metal nacional. Nota: 9,0
Por Écio Souza Diniz 
Faixas: 1-Necromantia (intro) / 2-Necromancer / 3-Deadly symbiosis / 4-Dark church / 5- Havocs and destruction / 6-Middle ages / 07-Plundered society / 8-The rival / 9-Desert moonlight

sábado, 4 de outubro de 2014

ZOMBIE COOKBOOK – Outside the grave

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Quem aí é fã de um bom terror trash? Pois bem o ZOMBIE COOKBOOK é um prato cheio pra isso e muito mais. Munidos de letras e visual repulsivo, esses catarinenses englobam num contexto sobre zumbis vários estilos de Metal, indo da rapidez do Crossover e Thrash, passando por elementos de Grindcore e Splatter, e chegando a passagens potentes de Death.  Este debut mostra esmero tanto na qualidade da gravação e das musicas quanto da arte gráfica, cujo encarte possui uma estória em quadrinhos muito bem elaborada, na qual os membros são os protagonistas. Todos na banda obtiveram ótimo desempenho em seus respectivos instrumentos, destacando, por exemplo, o vocal berrado a lá John Tardy (OBITUARY) de Dr. Stinky. Após uma breve e sádica vinheta, Feasting the human dusk entra como uma cacetada certeira que mostra o que vem pela frente, e sem nenhuma pausa já emenda no Dethão de I sell the dead. Passagens cadenciadas torturantes em Midnight hunger vão preparando-o para os riffs letais de I drink your blood. A bateria arrasadora de V.O.D.U.N descamba nos solos inspirados de Harvest of the damn, que se aliam eficientemente as bases rapidíssimas de Grab the guts e Fellows in sadism. A versão em CD do álbum ainda possui as faixas Boneyard (que possui os vocais mais medonhos de todos) e .Feast of the undead. Já a versão em vinil é composta por uma linda capa gatefold, com as letras, a estória em quadrinhos, LP roxo e um pôster. Algo também muito legal é que o lançamento do álbum foi realizado com apoio da Lei de Incentivo a Cultura de Santa Catarina. Certamente, eis um registro que estará marcado para posteridade no underground nacional. Se você é sensível, nem chegue perto. Mas se possui adrenalina e afinidade pelo lado pútrido da existência aprecie sem moderação. Nota: 9,0 
Por Écio Souza Diniz
Faixas (CD): 1-Feasting humans at dusk/ 2-I sell the dead/ 3-Midnight hunger/ 4-Boneyard/ 5-I drink your blood/ 6-I eat your skin/ 7-Creepy freak/ 8-Feast of the undead/9-V.O.D.U.N (Vile odor of decomposing unborn necropolis)/ 10-Harvest of the damn/ 11-Grab the guts/ 12-Fellows in sadism/ 13-Then you scream

ZOMBIE COOKBOOK: a trilha sonora do terror!

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Por Écio Souza Diniz
Proposta musical peculiar. Este é um bom termo para resumir o Metal praticado pelos catarinenses do ZOMBIE COOKBOOK. A mistura agrega Thrash, Hardcore, Grind, Splatter e alguns elementos de Death, usando isso tudo como trilha sonora para contos sobre zumbis famintos. A banda tem colhido os frutos de seu excelente Debut, Outside the grave, que inclusive foi a pouco lançado em vinil. Para dissecar o trabalho desses caras, o Pólvora Zine teve um papo necrofágico com o vocalista Dr. Stinky, e convidamos as presas humanas e outros mortos-vivos a conferirem.
Pólvora Zine: De onde surgiu a ideia de tratar de temas sobre zumbis?
Dr. Stinky: Então… quando montamos a banda tínhamos a ideia de montar algo nos moldes da nova onda do Death Gore norte-americano, por exemplo, GHOUL, BLOOD FREAK, LORD GORE, entre outras bandas foram as nossas influências iniciais. A ideia sempre foi um Death metal com elementos de Thrash, Grind e Hardcore e com vocais alternados. A temática da banda trata do terror como um geral, mas um terror mais underground e os zumbis são o que temos de mais podre e underground neste meio.         

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

SANGRENA – Blessed black spirit

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De inicio já digo: o que você encontrará nas faixas que constituem este álbum é um Death metal brutal e de ótima qualidade. Trata-se de um dos melhores trabalhos do estilo nos últimos anos. Formada em 1998 na cidade de Amparo (SP), a SANGRENA, atualmente composta por Luciano Fedel (vocal e baixo), Fabio Ferreira (guitarra), Gustavo Bonfá (guitarra) e Alan Marques (bateria) mostra que todos esses anos de batalha no underground deram a experiência e malicia necessárias para realizar Blessed black spirit, cuja equalização e timbragem dos instrumentos se destacam. O álbum foi originalmente lançado em 2009, primeiramente no exterior pelos selos Darzamadicus Records (Macedônia) e Sevared Records (USA). Finalmente, agora em 2014 ele chega ao mercado brasileiro.  Após uma breve introdução com When the masks fall, o ódio em sentido amplo se revela num turbilhão que atende pelo nome Infernal domination. Difícil é não querer encabeçar um super mosh ao som matador de The ninth prophecyIn sacrifice e a faixa titulo. Também vale ressaltar que o vocal de Fedel é carregado de tanta ira (exemplo de City of hanged people e The march), que um fãzinho de “Metal mais light” pode vir a se borrar todo. Ouça no talo. Nota: 9,0
 Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1-When the masks fall/ 2-Infernal domination/ 3-Cursed by revenge/ 4-Land of scorn/ 5-Abyss of souls/ 6-The ninth prophecy/ 7-Blessed black spirit/ 8-In sacrifice/ 9-Reign of illusions/ 10-City of hanged people/ 11-The march