sábado, 14 de março de 2015

ANGRA: convicto e realizado!

J.Duarte Design Por Ramon Teixeira e Écio Souza Diniz
Um fato indubitável é a importância do ANGRA para o Heavy metal brasileiro perante o resto do mundo. Nessas mais de duas décadas de atividade, a banda teve vários altos e baixos, lançando, contudo, clássicos indiscutíveis como Holy landRebirth e Temple of shadows. Após a saída do vocalista Edu Falaschi (ALMAH) muito foi indagado sobre quem assumiria seu posto, e eis que uma grande possibilidade surgiu ao ter Fabio Lione (RHAPSODY OF FIRE, VISION DIVINE) como convidado para uma temporada de shows. Finalmente, após uma turnê muito bem sucedida Fábio foi oficializado como vocalista, e um tempo após isso o baterista Ricardo Confessori foi substituído pelo novato Bruno Valverde. Enfim, o período de incertezas que a banda enfrentava nos últimos anos teve seu fim com uma formação sólida, revigorada e que rendeu novos caminhos musicais à banda, evidenciados pelo seu  novo álbum, Secret garden. O baixista Felipe Andreoli é quem falou de forma franca ao PÓLVORA ZINE sobre esse excelente momento vivido pela banda.
Pólvora zine: O ANGRA atravessou um período de incertezas com a ausência de um novo vocalista. De onde partiu a ideia de chamar Fabio Lione para fazer shows com a banda? Desde o início a química rolou entre vocês e ele?
Felipe Andreoli: A ideia surgiu quando fomos convidados pra tocar no 70.000 Tons Of Metal. Estávamos sem vocalista na época, e o próprio promotor do festival sugeriu o nome do Fabio. Curiosamente, a banda já tinha cogitado a entrada dele em 1999. O Fabio sempre foi próximo à banda.    

CLAUSTROFOBIA: a peste deixa ainda mais rastros!

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Por Ramon Teixeira
 Surgida em 1994, e com a mesma formação desde 1996 – compõe a banda desde então os irmãos Marcus D’Angelo (vocal/guitarra) e Caio D’Angelo (bateria), Daniel Bonfogo (baixo) e Alexandre Orio (guitarra) – o CLAUSTROFOBIA desponta como uma das principais bandas brasileiras de Thrash/Death metal. Dando continuidade ao costume de cantar músicas em português – desde a demo Saint War (1995) – em 2011 a banda inova e lança Peste, disco todo cantado em nossa língua nativa. Atualmente prestes a lançar o Visceral, primeiro DVD em 20 anos de carreira, o vocalista e guitarrista Marcus banda conta um pouco para o PÓLVORA ZINE sobre a carreira e sobre o excelente momento que a banda vive atualmente.
Pólvora Zine: Ano passado vocês relançaram o disco Peste (2011) com três músicas inéditas. Qual foi a motivação para o relançamento?
Marcus D’Angelo: Na verdade tivemos dificuldades de toda ordem no lançamento do Peste, mesmo assim foi muito bem recebido pelos fãs e pela critica. Devido a essas dificuldades resolvemos reestruturar os bastidores para podermos desenvolver um trabalho mais confortável depois de tantos anos na luta, então resolvemos relança-lo com esses bônus. Outro motivo foi que a primeira prensagem estava esgotada. Precisávamos repor.  

domingo, 22 de fevereiro de 2015

EVIL REMAINS – Legacy of the devil

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A paulista EVIL REMAINS composta atualmente por Thor (Vocal e guitarra), Phill (guitarra), Suicidal (baixo) e Matheus Paulucci (bateria) chega finalmente ao seu debut. Em Legacy of the devil seus ouvidos serão invadidos por um Thrash direto, ácido e sem firulas exageradas. Todos os instrumentos soam precisos, claros e no devido lugar, e a gravação com seu aspecto sujo deu um ar de peso nas músicas (mas não exclui o fato que precisa ser melhor tratada no futuro). O vocal de Thor também se destaca, mas é outro ponto que precisa ser lapidado. As rispidez e velocidade de faixas fulminantes como a sensacional The executioner, Firennihilation, Child of rage e a ótima Evil remains (cantada em português). Já se prefere conciliação de velocidade com partes mais cadenciadas ouça She is killer e Tribute to the brave ones. Ouça no talo, mas cuidado com o pescoço! Nota: 8,0

 Por Écio Souza Diniz

 Faixas: 1-Hellcome/ 2-The executioner/ 3-Firennihilation/ 4-Dead man walking/ 5-She is a killer/ 6-Tribute to the brave ones/ 7-Until the hell/ 8-Quite walls/ 9-Child of rage/ 10-Evil remains/ 11-Legacy of the devil

BURWEE - Hide

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Neste debut os filandeses do BURWEED você encontra uma sonoridade que remete a um Metalcore agressivo e cru. Entretanto, podem ser encontrados riffs de Doom (exemplo da sufocante Lye) e elementos progressivos. Mas se o que você quer é uma comparação, tente pensar num MASTODON com bastante groove e num DARK TRANQUILITY (fase Haven). Também merecem destaque as pesadíssimas Lie e Tire ion. Tudo bem que Toni Raukola (guitarra e vocal) Eetu Lehtinen (baixo e vocal) e Lauri Tattari (bateria) não estão reiventando nada, mas o que aqui fazem eles fazem bem feito. Nota: 7,5

Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1-Swallow/ 2-Lye /3-Lie/ 4-Dilate/ 5-Tire iron / 6-Hide/Defend

Projekt NÖIR – Ský

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Uma aura obscura, melancólica e solitária cobre este projeto formado em Portugal em 2014, capitaneado pelo islandês Jóhann Örn (DYNFARI). São quatro faixas que transitam entre o Dark e o Black metal ambiente. Os arranjos e a gravação foram bem tratados e prometem lhe levar a uma viagem dentro do obscuro de sua mente. O destaque fica para a épica e tribal Sjálfsmynd dauðleikans e a desoladora Á vit tilgangs. Ouça apenas se estiver em boa sanidade mental. Nota: 7,5

Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1-Ský / 2-Sjálfsmynd dauðleikans/ 3-Í regni elds og brennisteins 04:07/ 4-Á vit tilgangs

Ouça em: http://projektnoir.bandcamp.com/

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

TELLUS TERROR – EZ Life DV8

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Enigmático e complexo são adjetivos que definem bem esse registro! Desde a arte da capa e encarte – elaborada por Seth Siro Anton (PARADISE LOST, NILE, entre outros), passando pelas letras até o som (destaque para a versatilidade dos timbres usados pelo vocalista), o que vemos neste debut é uma obra de arte conceitual madura. Felipe Borges (vocal), Álvaro Faria e Wederson Félix (guitarras), Arthur Chebec (baixo), Ramon Montenegro (teclado), Rafael Lobato (bateria) desferem um golpe certeiro à mesmice com um som que – de forma equilibrada e original – mescla Black, Death, Thrash, Heavy e Gothic/Doom, Metalcore e progressivo para contar a história do surgimento do universo a partir do Big Bang, passeando pela angustiante história do surgimento da vida inteligente e seu potencial de autodestruição, sendo a morte a única certeza no final disso tudo. O som desses caras lembra muito obras como as da banda ARCTURUS e o disco Nexus Artificial (2014) dos poloneses do DEFYING. Destaque para as faixas TerraformerBlood Visions e Civil Carnage. Aqueles que gostam de explorar novos territórios musicais com certeza irão apreciar esse trabalho. Embarque nessa viagem sonora-filosófica do gênesis ao apocalipse através da revelação nacional do TELLUS TERROR e seu Mixed Metal Styles! Nota: 9
 Por Ramon Teixeira
Faixas:
1-Stardust / 2-Terraformer/ 3-3rd Rock From The Sun / 4-Bloody Vision/ 5-Equinox/ 6-Civil Carnage/ 7-I.C.U In Hell (International Chaos United)/ 8-Brain Technology Pt.1 (This is where it starts) / 9-EndTime Panorama / 10-Error

CAMUS – Heavy Metal Machine

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Diversas surpresas estão surgindo em meio a este clima indescritivelmente nostálgico presente no cenário Heavy metal underground nacional e internacional. Bandas como a pernambucana CAMUS atualmente composto por Marcelo Dias (bateria),Thiago Souza (baixo/vocal) e Jones Johnson (guitarras) nos proporciona a evidência de que o heavy metal tradicional não esta em extinção pelos lados tupiniquins. A banda soltou o EP Heavy Metal Machine, produzido pelo guitarrista Nenel Lucena (Throne, Evocati), soando incrivelmente cristalino e autêntico. Em uma era onde a agressividade e a brutalidade são predominantes no cenário Metal. Algumas sonoridades remetem à Influenciados por JUDAS PRIEST, GRAVE DIGGER, HERETIC (EUA), FATES WARNING e PRIMAL FEAR. Os destaques ficam a cargo de Dreams Of Shadows e The Loser. Profissionalismo e autenticidade. Aguardemos o debut! Nota: 8,0
Por Lucas Araújo Alves
Faixas: 1-Dreams Of Shadows/2- Heavy Metal Machine/3- The Loser/4- False Conviction.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

RIZZI: potencial em ascensão!

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Por Ramon Teixeira
Com nome de origem italiana e liderada pela vocalista Milady Rizzi Franklin, acompanhada por Grégory Rizzi Franklin (guitarra), Taty Rizzi (baixo), Filipe Costa (guitarra), Hudson Alves (teclado) e Guilherme Rossignoli (bateria), a RIZZI é uma banda de Symphonic Gothic Metal da cidade de Espera Feliz (MG) formada em 2011. As influências sonoras são de bandas como WITHIN TEMPTATION e NIGHTWISH, e a parte lírica fala sobre o amor, a revolta, a fé e incertezas da vida. Com dois singles lançados,Tears Fall Down e The Rain – que está sendo lançado juntamente com o videoclipe- em breve lançarão EP. Nesta entrevista para o PÓLVORA ZINE Milady Rizzi fala um pouco sobre a trajetória e sobre o momento que vive hoje a banda.   

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

APOCRYPHAL VOICES – Pain and pleasure

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Em Pain and pleasure os finlandeses do APOCRYPHAL VOICES nos apresentam um Avant-garde metal de qualidade e muito bem executado. Juhani Jokisalo (Vocal, Guitarra, Baixo e Sintetizador) e Ville Salonen (Bateria) apostaram em um trabalho com belas pegadas de Death metal que se desenvolvem ao decorrer das faixas, ficando evidente em Tongue of Kali com intensos guturais, melodia e solo veloz e técnico. Mas, sem perder a pegada arrastada do álbum anterior, stilltrapped, as primeiras faixas trazem riffs sombrios e vocais limpos e por vezes alguns rasgados. Os bons exemplos disso são as faixas Underneath the Mask e Muddy Trail. Já Waves of Tranparency tem uma explicita pegada Doom. Rebel Angels faz contraponto e retorna o lado Death\Black Metal assim comoMegalomaniac Euphoria, que fecha o álbum. A boa qualidade da gravação também é um ponto alto. Vale a pena conferir. Nota 8.0
Por Bruno Marota
Faixas:
1 – Underneath the Mask/ 2 – A Failed Species/ 3 – As fire Itself Dances/ 4- Tongue of Kali/ 5– Muddy Trail/ 6 – Inner Turmoil/ 7 – Rebel Angels/ 8 – Waves of Tranparency/ 9 – Megalomanic Euphoria

PRIMORDIUM – Todtenbuch

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Há uma frase que tenho repetido à exaustão durante os últimos anos: “os headbangers brasileiros muitas vezes não reparam na grande diversidade de bandas de qualidade deste país, e às vezes em locais onde o acesso à estrutura ideal para fazer Metal é mais dificil”. O PRIMORDIUM de Natal (RN) composto atualmente por Gerson Lima (vocal), Lux Tenebrae (guitarra, didgeridoo e vocais), Alex Duarte (guitarra), João Felipe Santiago (baixo, programação do teclado e vocais) e Augustus Caesar (bateria) merece uma real atenção e respeito, pelo que eles junto a pouquíssimas bandas como o ANUBIS e o HATE EMBRACE, têm se proposto a fazer por aqui. Ou seja, um Death metal brutal e muito bem trabalhando, tendo como pano de fundo a cultura do antigo Egito. É isso mesmo, eles estudaram na escola do NILE. Além disso, a gravação e arte gráfica de Todtenbuch são de alto nível e as sonoridades típicas colocadas em meio à pancadaria criaram uma ambiência muito bacana. Todas as faixas tem seu mérito, mas podem ser destacados Curse of imhotep, que já entra com seus riffs cortantes e amaldiçoados, Mummified e Gates of Re-Staú com seus grandes arranjos, o peso e contraste com o violino da convidada Ariane Salgado em Legion e a brutalidade descomunal de Glory of Rá, também com participações de Paulo Henrique e Lucas Praxedes nas guitarras. Corra atrás, adquira o CD e de cara aperte o repeat do seu aparelho, pois a empolgação é garantida. Nota: 9,0
Por Écio Souza Diniz
Faixas:
1-Todtenbuch/ 2-Curse of Imhotep/ 3-Mummified/ 4-Gates of Re-Staú/ 5-Legion/ 6-Transcending/ 7-Khmunu/ 8-Glory of Rá/ 9-Pillars of eternity/ 10-Negative confession /11-Osiris (Arcanus XX)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

RED EVOLUTION: politizado e pesado.

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Por Ramon Teixeira
A banda RED EVOLUTION Composta por Diego Andrade (vocal), Gustavo Sanches (guitarra), Guilherme Almeida (guitarra) e Fagner Silveira (baixo) e bateria gravada pelo produtor José Roberto, com menos de um ano de formação e com duas músicas em mãos – Our guns e Gaza –,caminha para a gravação de um EP e promete colocar o pé na estrada e disseminar o seu Metal de amplas influências, recheado de histórias de lutas revolucionárias pelos festivais do cenário underground brasileiro. Diego e Gustavo contaram para o PÓLVORA ZINE um pouco sobre a trajetória e os planos da banda.       

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

NECROMANCIA: 30 anos de Thrash metal na veia.

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Uma banda de Metal completar 30 anos de estrada no Brasil é uma tarefa árdua. Isto ser concebido ainda para uma banda de Metal mais extremo, que tem suas bases num cenário underground é ainda mais surpreendente. Entretanto, quando se tem como predicado sinceridade e honestidade no que se faz, o tempo costuma ser um juiz que conta a favor. Surgido no ABC paulista, nos anos 80, o NECROMANCIA em 2014 comemora esta longevidade de seu trabalho, calcado num Thrash metal puro e genuíno e responsável por um dos debuts brasileiros mais clássicos do estilo. Hoje a banda formada por Marcelo d’Castro (vocal e guitarra), Kiko d’Castro (bateria) e Roberto Fornero (baixo) mostra que ainda tem muitos planos pela frente, dentre eles um DVD com a história da banda e um novo álbum. O baterista Kiko é quem nos conta sobre a trajetória do NECROMANCIA e muito mais.  

terça-feira, 4 de novembro de 2014

LETHAL STORM - We are

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O LETHAL STORM vem colhendo o fruto de um trabalho feito com empenho, e O EP We are é uma boa amostra da força do Brutal Thrash da banda. Boa gravação, bons solos e riffs. O feeling autêntico de Douglas (vocal), Hudson (guitarra), Luciano (guitarra), Haroldo (baixo) e Fabio (bateria) é destilado em cinco faixas que funcionam muito bem. A brutalidade invade emCorruptos (com uma ótima base da batera), e em Blood stormhá precisão na alternância entre agressividade e técnica. Mas é em Words of mankind que temos aquele Thrash malicioso com aqueles riffs dobrados, batidas de prato e base metrancada, que inclusive está mais pra Death metal. Disorder tem passagens mais cadenciadas alternadas com partes mais rápidas. A alternância entre vocal gutural e rasgado também se destaca. Mas ainda sim, faltou algo: um set list com mais sons desse naipe. Nota: 8,0
 Por Écio Souza Diniz
Faixas:
1-    Corrupos / 2- Blood storm / 3- Words of mankind / 4-Violence / 5- Disorder

terça-feira, 21 de outubro de 2014

NECROMANCER – Forbidden art

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No que resultam riffs forjados na áurea década de 80 e que esperaram mais de 20 anos para entrarem num debut? No caso do grupo carioca NECROMANCER equivale à máxima comum “quanto mais velho melhor”. Formado em 1986 e atualmente composto por Marcelo Coutinho (vocal), Luiz Fernando (guitarra e backing vocals), Edu Lopez (guitarra), Gustavo Fernandez (baixo) e Alex Kafer (bateria e backing vocals), aqui eles atacam com um Death/Thrash furiosíssimo com pegada oldscool, mas uma cara bem atual. Forbidden arté a reuniam de músicas que só existiam em demos e foram regravadas para este lançamento. Técnica e feeling trabalharam lado em todas as faixas, exibidas numa gravação de qualidade, na qual tudo soa claro e no seu devido lugar. A introdução com Necromantia apenas preparará você para receber um soco no estomago com a devastadoraNecromancer, urrada pelo vocal odioso de Marcelo. Impossível não banguear sem controle ao ouvir Deadly symbiosis com suas paradinhas e dobradinhas atreladas a partes rápidas. Aumente o som em Middle ages, saia da frente em Plundered society, facilmente assimilável, e tente se recuperar após The rival. O NECROMANCER merece ser conhecido. Procure, ouça e compre o CD. Certamente, mais um clássico para posteridade no Metal nacional. Nota: 9,0
Por Écio Souza Diniz 
Faixas: 1-Necromantia (intro) / 2-Necromancer / 3-Deadly symbiosis / 4-Dark church / 5- Havocs and destruction / 6-Middle ages / 07-Plundered society / 8-The rival / 9-Desert moonlight

sábado, 4 de outubro de 2014

ZOMBIE COOKBOOK – Outside the grave

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Quem aí é fã de um bom terror trash? Pois bem o ZOMBIE COOKBOOK é um prato cheio pra isso e muito mais. Munidos de letras e visual repulsivo, esses catarinenses englobam num contexto sobre zumbis vários estilos de Metal, indo da rapidez do Crossover e Thrash, passando por elementos de Grindcore e Splatter, e chegando a passagens potentes de Death.  Este debut mostra esmero tanto na qualidade da gravação e das musicas quanto da arte gráfica, cujo encarte possui uma estória em quadrinhos muito bem elaborada, na qual os membros são os protagonistas. Todos na banda obtiveram ótimo desempenho em seus respectivos instrumentos, destacando, por exemplo, o vocal berrado a lá John Tardy (OBITUARY) de Dr. Stinky. Após uma breve e sádica vinheta, Feasting the human dusk entra como uma cacetada certeira que mostra o que vem pela frente, e sem nenhuma pausa já emenda no Dethão de I sell the dead. Passagens cadenciadas torturantes em Midnight hunger vão preparando-o para os riffs letais de I drink your blood. A bateria arrasadora de V.O.D.U.N descamba nos solos inspirados de Harvest of the damn, que se aliam eficientemente as bases rapidíssimas de Grab the guts e Fellows in sadism. A versão em CD do álbum ainda possui as faixas Boneyard (que possui os vocais mais medonhos de todos) e .Feast of the undead. Já a versão em vinil é composta por uma linda capa gatefold, com as letras, a estória em quadrinhos, LP roxo e um pôster. Algo também muito legal é que o lançamento do álbum foi realizado com apoio da Lei de Incentivo a Cultura de Santa Catarina. Certamente, eis um registro que estará marcado para posteridade no underground nacional. Se você é sensível, nem chegue perto. Mas se possui adrenalina e afinidade pelo lado pútrido da existência aprecie sem moderação. Nota: 9,0 
Por Écio Souza Diniz
Faixas (CD): 1-Feasting humans at dusk/ 2-I sell the dead/ 3-Midnight hunger/ 4-Boneyard/ 5-I drink your blood/ 6-I eat your skin/ 7-Creepy freak/ 8-Feast of the undead/9-V.O.D.U.N (Vile odor of decomposing unborn necropolis)/ 10-Harvest of the damn/ 11-Grab the guts/ 12-Fellows in sadism/ 13-Then you scream

ZOMBIE COOKBOOK: a trilha sonora do terror!

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Por Écio Souza Diniz
Proposta musical peculiar. Este é um bom termo para resumir o Metal praticado pelos catarinenses do ZOMBIE COOKBOOK. A mistura agrega Thrash, Hardcore, Grind, Splatter e alguns elementos de Death, usando isso tudo como trilha sonora para contos sobre zumbis famintos. A banda tem colhido os frutos de seu excelente Debut, Outside the grave, que inclusive foi a pouco lançado em vinil. Para dissecar o trabalho desses caras, o Pólvora Zine teve um papo necrofágico com o vocalista Dr. Stinky, e convidamos as presas humanas e outros mortos-vivos a conferirem.
Pólvora Zine: De onde surgiu a ideia de tratar de temas sobre zumbis?
Dr. Stinky: Então… quando montamos a banda tínhamos a ideia de montar algo nos moldes da nova onda do Death Gore norte-americano, por exemplo, GHOUL, BLOOD FREAK, LORD GORE, entre outras bandas foram as nossas influências iniciais. A ideia sempre foi um Death metal com elementos de Thrash, Grind e Hardcore e com vocais alternados. A temática da banda trata do terror como um geral, mas um terror mais underground e os zumbis são o que temos de mais podre e underground neste meio.         

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

SANGRENA – Blessed black spirit

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De inicio já digo: o que você encontrará nas faixas que constituem este álbum é um Death metal brutal e de ótima qualidade. Trata-se de um dos melhores trabalhos do estilo nos últimos anos. Formada em 1998 na cidade de Amparo (SP), a SANGRENA, atualmente composta por Luciano Fedel (vocal e baixo), Fabio Ferreira (guitarra), Gustavo Bonfá (guitarra) e Alan Marques (bateria) mostra que todos esses anos de batalha no underground deram a experiência e malicia necessárias para realizar Blessed black spirit, cuja equalização e timbragem dos instrumentos se destacam. O álbum foi originalmente lançado em 2009, primeiramente no exterior pelos selos Darzamadicus Records (Macedônia) e Sevared Records (USA). Finalmente, agora em 2014 ele chega ao mercado brasileiro.  Após uma breve introdução com When the masks fall, o ódio em sentido amplo se revela num turbilhão que atende pelo nome Infernal domination. Difícil é não querer encabeçar um super mosh ao som matador de The ninth prophecyIn sacrifice e a faixa titulo. Também vale ressaltar que o vocal de Fedel é carregado de tanta ira (exemplo de City of hanged people e The march), que um fãzinho de “Metal mais light” pode vir a se borrar todo. Ouça no talo. Nota: 9,0
 Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1-When the masks fall/ 2-Infernal domination/ 3-Cursed by revenge/ 4-Land of scorn/ 5-Abyss of souls/ 6-The ninth prophecy/ 7-Blessed black spirit/ 8-In sacrifice/ 9-Reign of illusions/ 10-City of hanged people/ 11-The march

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

TUATHA DE DANANN: “o alvorecer de um novo sol”!

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Por Écio Souza Diniz
 O TUATHA DE DANANN hoje é uma referência nacional, sendo considerado pioneiro na arte de praticar Folk metal no Brasil. Entretanto, em 2010 foi anunciada uma pausa nas atividades da banda, gerando dúvidas e incertezas nos fãs. Finalmente, este ano a banda anunciou decididamente seu retorno e para mostrar que a coisa é séria lançaram recentemente o Single Dawn of a new sun, contendo duas músicas inéditas, que também serão regravadas para o vindouro novo álbum. A banda manteve sua formação clássica composta Bruno Maia (vocal, guitarra, flauta, Banjo e Bouzouki), Rodrigo Berne (guitarra solo), Giovani Gomes (baixo), Edgar Brito (teclados) e Rodrigo Abreu (bateria), contando agora com seu companheiro de KERNUNNA, Alex Navar (Uilleann pipe e vocal). Neste descontraído papo Bruno nos fala sobre este retorno, além de outras curiosidades. 

FACADA – Nadir

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Três palavras definem bem Nadir: brutalidade, desespero e sarcasmo. O conteúdo contido aqui não é indicado para aqueles que não suportam se defrontar com a podridão do mundo, pois as letras falam sobre alienação, falsidade religiosa, individualismo, misantropia, extinção humana etc. A gravação é de ótima qualidade, tendo parte dela sido realizada no Limbo Estúdio e parte no Big Snuff Studio na Alemanha. O time composto por James (baixo e vocal), Danyel (guitarra), Ari (guitarra) e Dangelo (bateria) tratou de arregaçar as mangas e detonar tudo. Numa paulada só os caras já entram sem pedir licença com Deus de carneO fim do homem e Cidade morta. Para empatar a coisa entra em cena a asfixiante Altar de sangue, retrato da dor e desesperança brasileira e que conta com a participação de Jão (RATOS DE PORÃO), seguida pela ultrassônica faixa titulo e Tudo está desmoronando. A facada final por conta dePreguiça de interagirEspero antes de morrer e Perverso sem remorso. O encarte também se destaca, sendo que os seus tons de cinza com as letras escritas como se o tivessem sido feitas manualmente e alguns desenhos em estilo solto são um pano de fundo ideal para toda essa náusea em forma de Grindcore. Para ouvir no talo! Nota: 9,0
 Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1-Intro / 2-Deus de carne / 3-O fim do homem / 4-Cidade morta / 5-E-diota / 6-Amanhã vai ser pior / 7-Josefel Zanatas / 8-Altar de Sangue / 9-Nadir / 10-Tudo está desmoronando / 11-Raiva não falece / 12-O tempo será teu humilhador / 13-Eu não pertenço a este mundo / 14-Corumbá hippie do inferno / 15-Ode á gente / 16-Preguiça de interagir / 17-Espero antes de morrer / 18-Perverso sem remorso / 19-Inveja / 20-Guarda esse mantra pra ti

EXPOSE YOUR HATE – Indoctrination of hate


1374224_10202113941838724_1552976587_nNão é atoa que o EXPOSE YOUR HATE é um dos nomes mais importantes do Grindcore nacional. Neste registro a banda, composta por Luzdeth Lott (vocal), Flávio França (guitarra), Herman Souza (guitarra), Cláudio Slayer (baixo) e Marcelo Costa (bateria) mantém sua característica marcante de praticar com precisão a linha tênue entre o Brutal Death metal e o Hardcore.  A gravação ficou límpida e evidencia o peso de cada instrumento, e a masterização foi feita no Apartment 2 Recording Studio em Ottawa (Canadá) por Topon Dias. Não pense que aqui tem introduçãozinha para abrir, pois o rolo compressor já vem amassado tudo logo na entrada com Ready to explode, seguida por Blessed by ignorance (que bateria é essa ?!?) e Spreading holy violence. Em Deceived in Faith há partes com uma pegada Crust bem feita. A rifferama de Money power controlConfront the untouchable e 666 reasons to hate pode lhe conceder um ótimo torcicolo. Em suma: um poderoso esporro sonoro que expurga qualquer demônio interior. Nota: 9,0 
Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1- Ready to explode / 2- Blessed by ignorance / 3- Spreading holy violence / 4-Odious operandi / 5- Deceived in Faith / 6-My de-generation / 7-Marked target / 8-When we destroy to create / 9-Money power control / 10-Confront the untouchable / 11-Suspicous activity / 12-Machine gun full of hatred / 13-666 reasons to hate / 14-Transitory lifetime / 15-Start to chaos / 16-Self-denial attitude / 17-Life not for sale