segunda-feira, 18 de agosto de 2014

IMPERATIVE MUSIC COMPILATION VOLUME VII

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Atualmente, o que não falta são empresas de assessoria e managment espalhadas por aí. Entretanto, a qualidade do serviço que algumas oferecem deixa muito a desejar. No caso da Imperative Music, eles oferecem uma ampla divulgação de seus clientes, por exemplo, através desta compilação, que vêm lançando desde 2009, masterizada nos Estados Unidos pelo Damage Room Studio e distribuída em diversas regiões do Brasil, Europa, Estados Unidos, Japão e Rússia. Neste sétimo volume há bandas de grande potencial de regiões que Abrangem as Américas, Ásia, Canadá e Japão. A maioria das bandas possuem bom desempenho, mas para citar alguns destaques, tanto em qualidade de gravação como estrutura da música. A começar pelo Brasil temos a ótima atuação do Death do RISE AND DOWN, o Black dos veteranos do AMEN CORNER, o Thrash/Speed sujo e agressivo do TOXIC MAZE, o Thrash brutal do SOUTHERN e o ótimo Heavy metal do SILENT HALL. O ISHTAR da Coréia do Sul mostra um ótimo Metal Sinfônico, com um belo vocal feminino. De Taiwan tem o GREEDY BLACK HOLE com uma pegada mais na linha do Metalcore. O RED DEAD da França manda ver um Death/Black primordial e cru. Direto da Bolívia tem o Thrash a lá SLAYER do INCIDENCE. Há o Heavy/Thrash peculiar do ZENIT do Chile. Para fechar, o WORRY BLAST pratica um interessante Hard/Heavy. Nota: 8,5
Por Écio Souza Diniz
Faixas:
1-ISHTAR – center of your soul (Coréia do Sul) / 2-GREEDY BLACK HOLE – The last judgment (Taiwan) / 3-ROTTEN FILTHY-The garbage’s queen (Brasil) / 4- END ALL – More beer (Japão) / 5 – SUBVERSILVAS – Extrospection (Brasil) / 6-RISE AND DOWN – Unleashed again (Brasil) / 7-RED DEAD – Lethal hoax (França) / 8 – AMEN CORNER – Monarchy (Brasil) / 9-UNDEAD VISION – Undead vision (Suécia) / 10-TOXIC MAZE – Insane war (Brasil) / 11-INCIDENCE – Tornado of violence (Bolívia) / 12-IF ALL ROPES TEAR – Mirrors (Alemanha) / 13-PHATOM OF INSANITY – Cross the line (Finlândia) / 14-TORTURER – Torturer (Canadá) / 15-SOUTHERN – Den canibal (Brasil) / 16 – ZENIT – Behind enemy lines (Chile) / 17-CELLMYS – Mirror (Brasil) / 18-METANIUM – Soul of a warrior (EUA) / 19-SILENT HALL – Prisoners of fear (Brasil) / 20-WORRY BLAST – Get ready! (Suécia)
Mais informações:

sábado, 16 de agosto de 2014

VILLAINY - The view from my ivory tower

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Direto da Holanda, o VILLAINY formado por Reinier Vrancken  (guitarras e Vocal), Jeroen Pleunis (baixo) e Bram Keijers (bateria) neste EP 7’, parte do seu debut Villainy I, mostra um Metal ríspido que agrega estilos diversos, passando pelo Death, Doom, Black e Thrash metal. Na faixa The view from my ivory tower tem-se partes rápidas que remetem ao Black metal de nomes como BATHORY, e outras partes mais cadenciadas que remete ao Doom primordial.  Em Heir to the throne há uma mescla de Thrash/Speed no estilo de bandas como LIVING DEATH e EXCITER e o Black do DARTHRONE, tendo riffs marcantes. Ideal para amantes da velha guarda. Nota: 7,5
Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1- The view from my ivory tower / 2- Heir to the throne

ANASTIE - ÍTACA

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É fato que o Metalcore é um estilo muito popular mundo fora atualmente, e no Brasil não é diferente, pois promissoras bandas vem surgindo com esta proposta. Os paulistas do ANISTIE também almejam seu lugar ao sol e para isso já até contaram com a produção de Fernando Quesada (NOTURNALL, SHAMAN). Neste single é evidente que a banda tem boas condições para lançar um debut bacana, visto que Ítaca reune agressividade, melodia, alguns elementos de Industrial e um fúria revestida por agônia. Outro ponto é a valorização de nossa língua, cantando em português. Confira! Nota: 8,0
Por Écio Souza Diniz

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

PROJECT 46: “Hoje não basta dizerem que sua banda soa que nem banda gringa, queremos bem mais”.

Por Ramon Teixeira
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Formada em 2008 e atualmente composta por Caio MacBeserra (vocal), Jean Patton (guitarra e backing vocal), Vini Castellari (guitarra), Rafa Yamada (baixo) e Henrique Pucci (Bateria, ex-Paura), a banda paulistana PROJECT 46, um dos mais novos representantes da atual safra do Metalcore brasileiro, está conquistando cada vez mais espaço no com suas letras ácidas cantadas em português. Depois da visibilidade adquirida com o excelente Doa a quem doer (2011), a banda se encontra em trabalho de divulgação do seu mais recente lançamento, Que seja feita a nossa vontade (2014). E nessa entrevista para o PÓLVORA ZINE Jean Patton e Henrique Pucci falam um pouco sobre a trajetória da banda e o atual momento.
Pólvora Zine: Conte-nos um pouco como surgiu a banda.
Jean Patton: A banda surgiu de jams entre o Vini e eu, em casa tomando cerveja. Nós fazíamos parte de um Slipknot cover, o Kroach. O Vini tocava guitarra e eu percussão na banda, pois já tinha outras bandas como guitarrista, como um Pantera cover, por exemplo. Quando decidimos gravar as músicas que tínhamos feito apenas na guitarra, chamamos os caras mais próximos da gente e amigos desde pequenos para fazer umas jams. Saíram quatro músicas em quatro dias seguidos, foi animal, curtimos muito e então oficializamos a banda e saímos fazendo o corre, desde 2008!

NOTURNALL: sólido e centrado.

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Por Ramon Teixeira
Formada em 2013 por Thiago Bianchi (SHAMAN, vocal), Fernando Quesada (SHAMAN, baixo e violão), Léo Mancini (SHAMAN, TEMPEST, guitarra e violão), Junior Carelli (SHAMAN, teclado) e Aquiles Priester (ex-ANGRA, HANGAR, bateria), a bandaNOTURNALL acaba de lançar o seu debut homônimo. Produzido por Russell Allen (SYMPHONY X, ADRENALINE MOB), o registro mostra a força de um supergrupo que vem trazer novos ares ao Metal nacional e mundial, com um metal progressivo de primeira qualidade que foge do tradicional. Nessa entrevista Fernando Quesada fala um pouco sobre o disco e as expectativas com este início de carreira.
 Pólvora Zine: A banda é formada por integrantes da Shaman e Aquiles Priester (HANGAR, ex-ANGRA). Como surgiu a ideia de trabalharem juntos? 
Fernando Quesada: Eu, Thiago, Leo e Juninho temos um entrosamento e uma química muito boa, tocando juntos desde o SHAMAN. Quando houve a pausa na banda, nós decidimos não nos separar por conta da felicidade de tocarmos juntos e por sempre acreditarmos que poderíamos fazer ainda muito mais juntos. Foi neste momento que começamos a pensar em um novo baterista, e não veio outro nome em mente a não ser Aquiles Priester! Queríamos alguém em forma, com a técnica 100% e com sangue nos olhos para conseguirmos fazer linhas de baterias inacreditáveis para as músicas que já estavam em fase de finalização. Nós já nos conheciamos da estrada de shows e resolvemos juntar as forças para fazermos uma nova banda juntos. Hoje tenho certeza que toco com alguns dos melhores músicos do país, e é realmente um sonho poder tocar com essa formação.

TRAY OF GFIT: “não queremos ficar à sombra de ninguém”.

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Por Écio Souza Diniz
Após o anúncio em 2010 da pausa da TUATHA DE DANANN por tempo indeterminado, num primeiro momento muitos podem ter pensado que os músicos da banda parariam por ali. Ledo engano, pois um dos exemplos de se manter em plena atividade foi a criação do TRAY OF GFIT pelo guitarrista Rodrigo “Berne”.  A banda é completada por Adriano Sarto (líder vocal), Giovani Gomes (baixo, Tuatha de Danann), Marcos Teixeira (flauta e guitarra acústica), Raphael Wagner (guitarra e banjo), Felipe Batiston (teclados, banjo e vocal – ex-Tuatha de Danann) e Wilson Melkor (bateria, ex-Tuatha de Danann). Calcado numa sonoridade que remete ao Folk metal, mesclando uma atmosfera ora mais pesada ora mais erudita, o grupo vem divulgando seu álbum de estreia, The tray of Gfit, lançado pelo selo Cogumelo Records, como também circulam boatos que um novo álbum está a caminho.  Nesta entrevista, Rodrigo aborda aspectos gerais sobre a banda.

Resenha: Roça and roll (16 edição)-17/05-2014

Por Écio Souza Diniz
Foto: Colaboração de Mayckon Pacheco e Paty Freitas
 O Roça and roll hoje pode ser considerado um dos grandes festivais do Brasil. Este ano o evento completou 16 edições, cuja evolução é perceptível a cada ano, tanto em termos de estrutura e organização como do cast que o integra. Para muitos, o festival é um dos momentos mais aguardados do ano, visto que é feito para todos os públicos do Punk ao Black metal. Este ano também teve feira de vinil e vila medieval. Além, disso o clima de descontração e diversão é um bônus garantido. O Pólvora Zine pode acompanhar novamente o dia principal do evento (17 de maio) e o que rolou lá, assim como depoimentos de algumas das bandas sobre suas participações no evento você confere na íntegra aqui.
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SILENT HALL
De inicio assistimos ao show do Silent Hall, uma banda do sul de Minas que tem se destacado com seu Heavy metal através do EP Gates of conscience. A banda trouxe o público para curtir alguns de seus sons comoPrisoners of fear e a bem estruturada Sweet dreams. De acordo com o baixista Rogério: “Participar do Roça ‘n’ Roll é sempre um prazer, é muito bom mesmo! Esse ano foi especial pra gente, pois foi a primeira vez que fizemos parte do cast principal e isso se torna uma janela muito legal para as bandas. Long Live Roça ´n’ Roll!!

DEFYING – Nexus Artificial – 2014


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Formada em 2008, a banda polonesa Defying, atualmente formada Piotr Stępiński (vocal e guitarra), Rafał Warniełło (guitarra solo), Paweł Siemaszko (baixo) e Tomasz Semeniuk (bateria, sampling), despeja nesse seu debut Nexus Artificial (2014) uma carga de um bem produzido prog metal, comparável a trabalhos mais pesados e experimentais realizados pelo respeitável “Sir” Mikael Åkerfeldt com o Opeth e o Edge of Sanity. O disco todo é bom, todas as músicas estão conectadas, sendo preferível escutá-lo obedecendo à ordem das faixas, todavia, destacam-se:Newborn Sun (com seus quase 10 minutos); Portraits; a arrastadaPrayers e SuppressionOuvintes de prog metal com uma pegada mais pesada, vocês têm mais um bom registro em mãos, aperte o play e embarque numa viagem pelas origens da humanidade (aspecto lírico trabalhado no disco) em meio a experimentalismos produzidos por uma ampla gama de efeitos de guitarra, samples e arcos de violoncelo. Nota: 8,5
 Por Ramon Teixeira
 Faixas:
  1. Dēmiourgós
  2. Newborn Sun
  3. Portraits
  4. Prayers
  5. Mismatch
  6. Imitation
  7. Ningma
  8. Anaesthesia
  9. Suppression
  10. Ab originis

THE BOURBONS – DEMO (EP) – 2014

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Formada em 2011, como projeto, por Nelson Fontes (Vocalista), Tiago Marques (Guitarra), Gil Ferreira (Baixo) e Alex Santos (Bateria), a banda portuguesa de Rock/Hard Rock The Bourbons nessa demo demonstra todo o feeling próprio desse estilo de música, algo que cativa e faz você se imaginar numa longa estrada para o inferno. Inspirados em nomes como Led Zepellin, Rolling Stones e AC/DC, para se ter uma referência, a sonoridade da banda lembra bandas tupiniquins conhecidas como a gaúcha Draco e a mineira Glitter Magic. Prévia do full lenght que vem por ai para suceder o primeiro registro BAR: Bes Amazing Reasons (2011), aqui é possível ver a evolução do grupo. Destaque para a voz de Nelson Fontes e para os solos de Tiago Marques que conseguem, em conjunto com a sintonizada cozinha, expressar todo o sentimento roqueiro como em Early Time, a melhor do registro. Completam o EP Slow Yell eBreaking Bad. Dê o play, aumente o som e dê espaço ao seu instinto selvagem!
Nota: 7,5
 Por Ramon Teixeira
 Faixas:
  1. Slow Yell
  2. Early Time
  3. Breaking Bad

TEKILAHELL – Doomed

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Direto de Brasília a TEKILAHELL, na ativa desde 2005 chega finalmente ao seu debut, lançado em abril deste ano. A proposta de Betto Oliveira (guitarra e vocal), Waldeyres Oliveira (baixo) e Kofap Jaber (Bateria) é sediada no Stoner, com alguns elementos grooveados. A sonoridade foi criada de forma mais crua, o que dá peso e aspecto denso às músicas, embora, uma gravação de melhor qualidade, com uma timbragem e equalização mais limpida dos instrumentos tornará a coisa ainda mais interessante. Na abertura, Hellwalker já traz consigo uma atmosfera densa, seguida de Brotherhood, que chama atenção pelos riffs distorcidos. Já Doom stone e The answer se destacam por seus andamentos arrastados, que remete a elementos de Doom. Rebel é a melhor, pois tem uma pegada com forte groove, sendo bem ácida e com linhas de baixo salientes. Uma boa inciativa para contribuir com um estilo ainda incipiente de bandas executando-o em terras brasileiras. Nota: 7,5
Por Écio Souza Diniz
Faixas:
1. Hellwalker 04:40
2. Brotherhood 04:29
3. Doom Stone 07:07
4. The Answer! 04:34
5. Rebel 04:20
6. Doomed 04:57

PAST UNDONE – See you tomorrow

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Após o excelente início com o EP Time lapse, os lusitanos do PAST UNDONE chegam ao segundo lançamento, See you tomorrow. É evidente que a banda não pretende se apegar a qualquer rumo musical definido, pois neste novo trabalho a dinâmica das músicas aprensenta uma evolução em relação a outrora. O único pesar foi o abandono da atuação simultanea do vocal lírico feminino e o gutural, que dão um contraste legal a sonoridade, mas isto não depreciou em nada o que aqui está contido. As letras continuam a descorrer sobre o tempo e aspectos comuns relativos às emoções humanas. A faíxa título constitui uma calmaria que leva o ouvinte por uma viagem profunda e envolvente. Já Dear son apresenta possui uma boa atuação dos vocais femininos e andamento mais rápido. Em Time to pray reside uma base mais Prog metal e apresenta uma bela atmosfera sombria. O que falta agora é um bom contrato e um debut.Nota: 8,5
Por Écio Souza Diniz
Faixas:
1-See you tomorrow / 2-Dear son / 3-Time to pray

SILENT HALL – Gates of conscience

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Na ativa desde 2007, a sul-mineira SILENT HALL deu um passo importante com este EP, pois nele está a soma do esforço para gravá-lo e a fidelidade ao Heavy Power Metal. Gates of conscience é um bom cartão de entrada, o que pode ser visto logo na abertura com a potente You can. Na sequência, Prisoners of fear tem uma pegada mais melódica, e assim também o é com a marcante Sweet dreams, uma velha conhecida nos festivais de Metal do sul de Minas Gerais, nos quais a banda se apresenta. A balada Father não fez uma ligação muito clara com as demais músicas. Há também coisas a serem melhoradas no futuro: qualidade da gravação, equalização das caixas e instrumentos e timbre vocálico. Entretanto, um bom começo toda a banda já obteve. Nota: 7,5
Por Écio Souza Diniz
Faixas:
1-You can / 2-Prisoners of fear / 3- Swee dreams / 4- Father

FIRE SHADOW – PHOENIX

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A Curitibana FIRE SHADOW formada por Marco Lacerda (vocal),  Francisco Kozel (guitarra),  Bruno Quimelli (guitarra),  Gustavo Adaeots (baixo) e Leandro Zonato (bateria) pode ser vista como uma nova no Heavy Power Metal nacional, pois após o bem sucedido debut auto-intitulado em 2007, adentra 2014 com este EP, cuja qualidade das músicas são notórias logo no início da audição. A produção foi feita pela própria banda em parceria com o produtor Alexandre Cegalla. O contexto que gira em torno de auto-superação e o instrumental de cada música casa de forma sistemática com a parte lírica. A entrada ficou a cargo da pesada Scars (que é a faixa que promove o trabalho, tendo recebido um video clipe, gravado durante o evento de MMA “Power Night” realizado no Círculo Militar de Curitiba). Como destaques ainda há Inner battle (com um refrão marcante) e Unbreakable (um Hard Heavy bem feito). Falta para o FIRE SHADOW é alguém que invista na banda, pois talento eles tem. Nota: 8,5
Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1- Scars 2- Inner Battle 3- Phoenix 4- From Darkness 5- Unbreakable

THE BLACK COFFINS – Dead sky sepulchre

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 Letras repulsivas e mórbidas, sonoridade agonizante e desesperadora e tudo isso feito com grande bom gosto. Quem? Quando? Onde? Isto tudo você encontra aqui neste debut dos paulistanos do THE BLACK COFFINS, uma banda com nítidas influencias do Death metal sueco de bandas como ENTOMBED. Mas não para por aí, se você cultua holocaustos sonoros de nomes como DARKTHRONE (fase anos 2000) e IMPALED NAZARENE, que mesclam influências do punk e hardcore, e ainda alguns toques de Thrash e Doom, com certeza estará escolhendo a audição certa. O mais difícil é você conseguir achar uma pausa para seu pescoço, meio a agressividade incessante no decorrer desses chamados da sepultura. Tente se manter em pé quando rolar a rápida Below the roots (um perfeito Black/Hardcore), e não perder o rumo em Carve the host (com uma ótima mudança de andamento). Agora, se você sobreviver ao rolo compressor chamado The last spectral convoy, aí sim estará apto a terminar de ouvir o CD. Mas, ledo engano. Para terminar de dilacera-lo Transition compulsory (de letra e vocal feitos por James do FACADA) é uma mescla de Thrash e Doom e o Black oldschool rápido e ríspido Dead planets, com participação de Marissa Martinez (REPULSION, CRETIN). A dissecação de seu corpo e sua alma finalmente serão feitas por The cryptborn. Indicado para quem não teme a morte! Nota: 9,0
 Por Écio Souza Diniz
 Faixas:
 1-Dead sky burial / 2 –Chambers of eternal sleep / 3- Below the roots / 4- Carve the host / 5-The last spectral convoy / 6-Hate ’96 / 7-Hibernaculum / 8-Transition compulsory / 9 – Dead planets / 10-To the universal throne / 11-The cryptborn / 12-Dead sky sepulchre

segunda-feira, 28 de abril de 2014

EMINENCE - The stalker (2013)

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Já com quase duas décadas de história o EMINENCE se firmou como um dos importantes nomes da cena underground de Belo Horizonte, passando a receber reconhecimento nacional e internacionalmente. Com The stalker a banda chega ao seu quarto álbum, com uma produção primorosa, crédito para o produtor Tue Madsen (HEAVEN SHALL BURN, MOONSPELL, SICK OF IT ALL). Aqui você não deve esperar um som Oldschool, pois a grande sacada fica a cargo de um Thrash/Death moderno com várias pegadas de Metalcore e Industrial. A agressividade é desfilada ao longo de todo o disco e riffs salientes pegam de assalto para agitar de forma incontida. Os destaques aqui são apenas para situar o leitor, visto que todas as faixas cumprem bem seu papel. Logo de entrada Self Rejection vem como uma avalanche sonora, seguida por Unfold que tem boa alternância entre partes pesadas e outras mais melódicas. Um refrão marcante se destaca em 3 Times 6 e Eyetricity atinge o ápice em agressividade, na qual o vocal de Alan Wallace beira o limite do ódio. Pegada, groove e boa dinâmica. Preciso falar mais? Nota: 8,5
 Por Écio Souza Diniz
Faixas:
1-Self-Rejection
2-Unfold
3-3 times 6
4-Reverse
5-Veins of memories
6-The stalker
7-Eyetricity
8-Mutation
9-Critical path
10-No code
11-Visions of hate

sábado, 26 de abril de 2014

GARUDA FORCE – Blue sky

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Formada em 1998 (antes com o nome de MELS), recentemente contando com a seguinte formação: Toto (baixo), Iwan Stun (guitarra), Jay (guitarra) e Regi (vocal), a banda GARUDA FORCE nesse seu EP despeja um speed/power metal com óbvias influências neoclássicas de Yngwie Malmsteen. Melodia e solos cativantes, sem falar na cozinha com baixo e bateria em sintonia total (uma metralhadora!), garantindo peso ao som da banda, dão a tônica desse registro. Uma ressalva apenas para o vocal de Regi, que em alguns momentos soa forçado. Destaque para as músicas Blue SkyBencana Bayang Malam ambas com seu clima de introspecção. O curioso desse EP é a parte lírica que conta com duas faixas em inglês (Blue Sky e If You Die) e três faixas no idioma de origem da banda, o indonésio (Bayang MalamBencana e Harta Tahta Wanita). Uma banda com feeling e criatividade que precisa ser lapidada.  Nota: 7,0
 Por Ramon Teixeira
Faixas:
  1. Blue Sky
  2. Bayang Malam
  3. Bencana
  4. Harta Tahta Wanita
  5. If You Die

NOTURNALL – Noturnall (2014)

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O que se encontra nesse debut da banda Noturnall, formada por Thiago Bianchi (vocal, SHAMAN), Fernando Quesada (baixo, violão e backing vocal, SHAMAN), Léo Mancini (guitarra e violão, SHAMAN e TEMPESTT), Junior Carelli (teclado, SHAMAN) e Aquiles Priester (bateria, ex-ANGRA), é um trabalho consistente, bem produzido e que exala aroma novo ao metal progressivo nacional. Produzido por Russell Allen (Symphony X, Adrenaline Mob), esse disco já pode ser listado no rol dos melhores do ano. O disco mostra os integrantes fazendo uma música muito diferente da feita em suas outras bandas, destaque para Bianchi, que nesse disco foge do óbvio e experimenta todo o potencial de sua voz e consegue junto com a cozinha de Aquiles e Quesada dar um grande peso à música da banda. Todo o disco é excelente e é difícil destacar alguma faixa. Para não deixar de fazê-lo, vale a audição de Nocturnal Human Side, com um dueto de Bianchi e Allen, a pesada Master of Deception e a balada Last Wish. O resultado de quando um supergrupo se reúne não podia ser outro: eis um clássico! Nota: 9 
Por Ramon Teixeira 
Faixas:
  1. No Turn At All
  2. Nocturnal Human Side
  3. Zombies
  4. Master of Deception
  5. Saint Trigger
  6. Sugar Pill
  7. Last Wish
  8. Hate!!!
  9. Fake Healers
  10. The Blame Game

CRUZ DE FERRO – Guerreiros do Metal (EP)

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 O bom e velho Heavy metal tradicional ainda hoje felizmente é praticado por alguns apaixonados pelo estilo, empenhando-se em sons diretos e cheios de energia. Os portugueses da CRUZ DE FERRO entram nesta categoria e neste EP é justamente isso que fazem, utilizando-se de temas épicos de batalha e bravura. A gravação poderia ter ficado melhor e a dinâmica das músicas de forma geral, mas nada que deprecie o trabalho exposto e pode ser melhorado no futuro. Os destaques ficam a cargo deDefensores, com refrão marcante, Auto-de-fé, com interessantes solos melódicos e a faixa título.  Em suma, uma banda com potencial a ser aproveitado. Nota: 7,0
 Por Écio Souza Diniz
Faixas:
1-Defensores/ 2-Auto-de-fé/ 3-Glória ao Rey/ 4-Piratas/5-Guerreiros do Metal

DEVACHAN – Andarilho (2013)

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Projeto arquivado há mais de 30 anos e lançado agora, ao escutar esse EP, tem-se a sensação de se fazer uma viagem no túnel do tempo e se chegar à época em que o Heavy metal dava os seus primeiros passos no Brasil. Gabriel Dias (vocalista) e Leandro Dias (guitarrista) junto com o pai Daniel Dias (baixista) que escreveu as primeiras letras, mais Bruno Caresia (bateria) e Michael Santos (teclado) nesse registro fazem um Metal cantado em português, que fica entre o tradicional e o melódico. Destaque para as linhas de teclados. Pode-se dizer que estamos diante de um trabalho que mostra uma banda com garra e criatividade, porém que precisa ser mais bem lapidada. Letras, apesar de terem mensagens positivas, ainda são muito básicas; a produção se mostra dissonante em vários momentos e a voz de Daniel soa forçada em algumas partes. Todavia, vale a pena a audição de Mentallis Corpus AndarilhoNota: 6,0 
Por Ramon Teixeira
Faixas:
  1. Mentallis Corpus
  2. Mente em Sonhos
  3. Mudança de Tempo
  4. Liberdade
  5. Andarilho
  6. Poetas

EVIL SYNDICATE – Shadows of Insanity (2013)


Diretamente do Inferno Verde, como é conhecida a região norte do Brasil, a banda Evil Syndicate de Manaus, que em 2009 lançou o seu primeiro registro em forma de split (o Sindicato da Tortura) em parceria com a banda Abuso Verbal,agora presenteia os apreciadores de metal extremo com esse EP Shadows of Insanity. Miguel Feitosa (vocal), Marlon Lacerda (guitarra), Diego Henrique (baixo, backing vocal), Braythener Ventilari (bateria, backing vocal) foram eficientes ao compor músicas de qualidade que mesclam elementos do thrash, death e black metal com maestria. Com excelente produção do guitarrista Lacerda, nesse registro a banda soube musicalmente dar vida à destruição, revolta e blasfêmia presente nas letras de Rafael Assis, responsável pela parte lírica da banda. Destaque para as músicas Slaves of War, Abyssus Abyssum Invocat (a mais empolgante do disco!) e Destructor Ego. Afaste os móveis da casa, prepare o pescoço e aumente o som, o caos e a insanidade vão invadir sua mente. Nota: 9,0
 Por Ramon Teixeira. 
Faixas:
  1. Slaves of War
  2. Shadows of Insanity
  3. Abyssus Abyssum Invocat
  4. Skull and Bones
  5. Destructor Ego