segunda-feira, 24 de agosto de 2015

PARADISE LOST – The plague within

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Muito tem sido falado que o PARADISE LOST já foi uma banda boa. Bem, primeiramente apesar dos escorregões ocorridos em álbuns como One second (1997), Host (1999)e Believe in nothing (2001), a banda veio restabelecendo os laços com as raízes de sua fase áurea a partir de In requiem(2007), chegando a doses generosas em Tragic idol (2012). Mas The plague within foi a redenção da banda desdeDraconian times (1995). Por que? Simples, por que ele reúne os elementos primorosos de sua sonoridade, compreendendo o período de Ghotic (1991) à Draconian times. Isso mesmo meu amigo, você ouvirá partes melodiosas de Draconian times, aliadas à rispidez de GhoticShades of God (1992), com direito a bons guturais, e riffs cortantes de Icon (1993). Só para começar o álbum abre com as agressivas No hope in sight (Nota: mas que refrão!) e Terminal, com ótimas alternâncias de gutural e vocal limpo de Nick Holmes (Nota: parece que ele acordou de um profundo sono e precisa botar sua ira para fora). Para leva-lo profundamente ao seu universo obscuro, a linha tênue entre agressividade (Nota: diga-se, algo muito bem equilibrado em todo o álbum, sem excessos desnecessários como dantes…),An eternity of lies comanda firme. Punishment through time mantém o peso a lá Icon. Em Beneath broken earth há solos excelentes e inspirados da dupla Greg Mackintosh e Aaron Aedy, que por sinal mostra uma dinâmica bastante rica e que há anos estávamos aguardando eles recuperassem. Sacrifice the flame e Victim of the past alternam entre a beleza, suavidade e fúria em ascensão, sendo assim as mais melancólicas. Em Flesh from the bone você encontra simplesmente a música mais pesada e rápida da banda em 20 anos, remetendo a elementos de Black metal em algumas partes. A porrada sonora continua intacta em Cry out e para não fazerem feio, eles capricharam no fechamento com a monumental Return to the sun(Nota: na modesta opinião deste que vos escreve, a faixa mais poderosa e sombria da banda até hoje). Está achando exagero ou falácia? Então ouça! Nota: 10
Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1-No Hope in Sight/ 2-Terminal/ 3- An Eternity of Lies/ 4-Punishment Through Time/ 5-Beneath Broken Earth/ 6-Sacrifice the Flame/ 7-Victim of the Past/ 8-Flesh from Bone/ 9-Cry Out/ 10-Return to the Sun

HEREGE: Por um mundo melhor, justiça e liberdade!

Por Ramon Teixeira
HeregeNatural de Iúna-ES, a banda HEREGE se propõe a fazer um Metal Punk/ Grindcore direto e sem rodeios com letras políticas. Formada por Renan Pesadelo (vocal e guitarra, ex-BONEGRIND e FACÇÃO TERRORISTA), Davi “Homem Bomba” Ambrósio (baixo) e Juliano “Herege Maldito” Freitas (bateria, ex-KAOS SOCIAL, HYPOCRISIA e FACÇÃO TERRORISTA) e desde abril deste ano na ativa, a banda acaba de lançar a Demo-Ensaio Inocentes (2015) e após o primeiro show de divulgação do registro no Tribus Festival Brasil 2015 os integrantes da banda falaram com exclusividade ao PÓLVORA ZINE sobre a trajetória, o recente trabalho e sobre o momento que vive a banda.
 Pólvora Zine: Como e quando surgiu a banda?
Pesadelo: A banda surgiu das cinzas da banda FACÇÃO TERRORISTA. Tínhamos um baixista que morava em Cataguases e estava difícil de conciliar a agenda de ensaios, porque ele morava muito longe. Dessa forma, entramos em acordo e chamamos o Homem Bomba e montamos a banda.  

VENEREAL SICKNESS: Esforços recompensados!

Por Ramon Teixeira
57580_photoCom 12 anos de história representando o metal extremo mineiro por onde passa, na bagagem uma porção de shows ao lado de grandes nomes do metal nacional e internacional, o lançamento do debut Extreme Media(2014) e a expectativa do lançamento do documentário comemorativo de 10 anos da banda no underground, a banda caratinguense VENEREAL SICKNESS, sempre com a agenda cheia, vive um momento ímpar em sua carreira. E é Neto (bateria, LINHA 38 e AMNOST) – completa a formação da banda Kim (vocal/guitarra, LINHA 38) e Júnior (baixo, LINHA 38) – que fala ao PÓLVORA ZINE sobre a atual fase que vive o trio.
Pólvora Zine: Ano passado a banda lançou o seu primeiro full leghto excelente Extreme Media (2014). Qual tem sido a repercussão desse lançamento?
NetoTem sido muito boa, já tivemos boas notas e boas críticas que nos deixam com a sensação dever cumprido.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

NECROBIOTIC: Uma máquina Death metal!

Necrobiotic banda 2Por Ramon Teixeira
Celebrando 21 anos de estrada e passando por cima de tudo com sua máquina Death metal, a banda NECROBIOTIC – formada por Flávio “F.A.C.O.” Oliveira (guitarra e vocal), Humberto Silva (guitarra), Fabrício Franco (baixo) e Broka (bateria) – em mais uma data da “Necro On The Road”, turnê de divulgação do novo álbum Death Metal Machine(2014) esteve em Conselheiro Lafaiete para se apresentar no 14º Rising Metal Fest. O PÓLVORA ZINE aproveitou para bater um papo com os caras sobre a carreira, o novo trabalho, a turnê e sobre o Metal nacional. Confira.
Pólvora Zine: A Necrobiotic possui 21 anos de estrada. Como é viver todo esse tempo produzindo Metal extremo no Brasil?
F.A.C.O: Headbanger é o melhor estilo de vida que se pode ter brother. Hail Satan! É isso aí, essa é a nossa vida cara, foda-se.  

HATEFULMURDER: Um passo à frente na carreira!

Por Ramon Teixeira
3540315566_photoAtarefado em promover o debut No Peace (2014) e levando à loucura o público por onde passa com seu Thrash/Death metal de qualidade, inclusive tendo também o álbum lançado nos Estados Unidos, a banda carioca HATEFULMURDER esteve em março em Conselheiro Lafaiete-MG para se apresentar no tradicional Rising Metal Fest já em sua 14ª edição e Thomás Martinoia (bateria) e Renan Campos (guitarra e backing vocal) – completam a banda Felipe Lameira (vocal) e Felipe Modesto (baixo) – falaram com exclusividade para o PÓLVORA ZINE sobre o novo trabalho, a No Peace tour e os planos para o fururo.
Pólvora Zine: O lançamento de No Peace (2014) tem sido bem recebido pela crítica especializada e pelos fãs. O que isso representa para a banda?
Thomás Martinoia: Isso representa um passo à frente na nossa carreira. Nesse disco a gente definiu melhor a sonoridade da banda e com isso veio também o fechamento com a Cogumelo Records aqui em Minas, que também abriu portas para a gente e a recepção do público é tudo de bom, tudo que a gente sempre quis. 

FALLEN IDOL – Fallen Idol

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Como faz bem aos ouvidos escutar aquele Heavy Doom que traz em suas vísceras os órgãos que fazem funcionar a pegada primordial do estilo. Neste caso, estou falando de uma sonoridade influenciada por medalhões como Candlemass, Cirith Ungol, Pentagram, Saint Vitus e Trouble. O trabalho feito pelo trio paulista formado por Rodrigo Sitta (guitarra e vocal), Márcio Silva (baixo) e Ulisses Campos (bateria) neste debut conta com uma boa gravação que capta de forma concisa uma aura primitiva (não tão suja quanto o Sludge), riffs inspirados e uma boa interpretação vocal. Logo na abertura de I, psychotic já é escancarada aquela conjuntura de riffs ácidos. Mother death carrega precisamente a melancolia também essencial ao estilo, sendo um tema de uma introspecção envolvente. Também se destacam a cadencia e belos solos de The forgotten page, a escola de Leif Edling em Black preacher, a dose de Stoner em Join the dead e Dead’s heart lament, a mais sorumbática de todas, com os dois pés na escola de Tony Iommi. A bela capa foi uma cortesia do artista Fernando Lima. Que bom que mais bandas praticando esse som ter surgido no Brasil, e o Fallen Idol certamente acertou nesse primeiro passo. Nota: 9,0
 Écio Souza Diniz
 Faixas: 1. I, Psychotic / 2. Join The dead / 3. Mother Death / 4. Scarecrow / The Forgotten Page / 6. Black Preacher / 7. Dead Heart’s Lament

sábado, 14 de março de 2015

ANGRA: convicto e realizado!

J.Duarte Design Por Ramon Teixeira e Écio Souza Diniz
Um fato indubitável é a importância do ANGRA para o Heavy metal brasileiro perante o resto do mundo. Nessas mais de duas décadas de atividade, a banda teve vários altos e baixos, lançando, contudo, clássicos indiscutíveis como Holy landRebirth e Temple of shadows. Após a saída do vocalista Edu Falaschi (ALMAH) muito foi indagado sobre quem assumiria seu posto, e eis que uma grande possibilidade surgiu ao ter Fabio Lione (RHAPSODY OF FIRE, VISION DIVINE) como convidado para uma temporada de shows. Finalmente, após uma turnê muito bem sucedida Fábio foi oficializado como vocalista, e um tempo após isso o baterista Ricardo Confessori foi substituído pelo novato Bruno Valverde. Enfim, o período de incertezas que a banda enfrentava nos últimos anos teve seu fim com uma formação sólida, revigorada e que rendeu novos caminhos musicais à banda, evidenciados pelo seu  novo álbum, Secret garden. O baixista Felipe Andreoli é quem falou de forma franca ao PÓLVORA ZINE sobre esse excelente momento vivido pela banda.
Pólvora zine: O ANGRA atravessou um período de incertezas com a ausência de um novo vocalista. De onde partiu a ideia de chamar Fabio Lione para fazer shows com a banda? Desde o início a química rolou entre vocês e ele?
Felipe Andreoli: A ideia surgiu quando fomos convidados pra tocar no 70.000 Tons Of Metal. Estávamos sem vocalista na época, e o próprio promotor do festival sugeriu o nome do Fabio. Curiosamente, a banda já tinha cogitado a entrada dele em 1999. O Fabio sempre foi próximo à banda.    

CLAUSTROFOBIA: a peste deixa ainda mais rastros!

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Por Ramon Teixeira
 Surgida em 1994, e com a mesma formação desde 1996 – compõe a banda desde então os irmãos Marcus D’Angelo (vocal/guitarra) e Caio D’Angelo (bateria), Daniel Bonfogo (baixo) e Alexandre Orio (guitarra) – o CLAUSTROFOBIA desponta como uma das principais bandas brasileiras de Thrash/Death metal. Dando continuidade ao costume de cantar músicas em português – desde a demo Saint War (1995) – em 2011 a banda inova e lança Peste, disco todo cantado em nossa língua nativa. Atualmente prestes a lançar o Visceral, primeiro DVD em 20 anos de carreira, o vocalista e guitarrista Marcus banda conta um pouco para o PÓLVORA ZINE sobre a carreira e sobre o excelente momento que a banda vive atualmente.
Pólvora Zine: Ano passado vocês relançaram o disco Peste (2011) com três músicas inéditas. Qual foi a motivação para o relançamento?
Marcus D’Angelo: Na verdade tivemos dificuldades de toda ordem no lançamento do Peste, mesmo assim foi muito bem recebido pelos fãs e pela critica. Devido a essas dificuldades resolvemos reestruturar os bastidores para podermos desenvolver um trabalho mais confortável depois de tantos anos na luta, então resolvemos relança-lo com esses bônus. Outro motivo foi que a primeira prensagem estava esgotada. Precisávamos repor.  

domingo, 22 de fevereiro de 2015

EVIL REMAINS – Legacy of the devil

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A paulista EVIL REMAINS composta atualmente por Thor (Vocal e guitarra), Phill (guitarra), Suicidal (baixo) e Matheus Paulucci (bateria) chega finalmente ao seu debut. Em Legacy of the devil seus ouvidos serão invadidos por um Thrash direto, ácido e sem firulas exageradas. Todos os instrumentos soam precisos, claros e no devido lugar, e a gravação com seu aspecto sujo deu um ar de peso nas músicas (mas não exclui o fato que precisa ser melhor tratada no futuro). O vocal de Thor também se destaca, mas é outro ponto que precisa ser lapidado. As rispidez e velocidade de faixas fulminantes como a sensacional The executioner, Firennihilation, Child of rage e a ótima Evil remains (cantada em português). Já se prefere conciliação de velocidade com partes mais cadenciadas ouça She is killer e Tribute to the brave ones. Ouça no talo, mas cuidado com o pescoço! Nota: 8,0

 Por Écio Souza Diniz

 Faixas: 1-Hellcome/ 2-The executioner/ 3-Firennihilation/ 4-Dead man walking/ 5-She is a killer/ 6-Tribute to the brave ones/ 7-Until the hell/ 8-Quite walls/ 9-Child of rage/ 10-Evil remains/ 11-Legacy of the devil

BURWEE - Hide

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Neste debut os filandeses do BURWEED você encontra uma sonoridade que remete a um Metalcore agressivo e cru. Entretanto, podem ser encontrados riffs de Doom (exemplo da sufocante Lye) e elementos progressivos. Mas se o que você quer é uma comparação, tente pensar num MASTODON com bastante groove e num DARK TRANQUILITY (fase Haven). Também merecem destaque as pesadíssimas Lie e Tire ion. Tudo bem que Toni Raukola (guitarra e vocal) Eetu Lehtinen (baixo e vocal) e Lauri Tattari (bateria) não estão reiventando nada, mas o que aqui fazem eles fazem bem feito. Nota: 7,5

Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1-Swallow/ 2-Lye /3-Lie/ 4-Dilate/ 5-Tire iron / 6-Hide/Defend

Projekt NÖIR – Ský

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Uma aura obscura, melancólica e solitária cobre este projeto formado em Portugal em 2014, capitaneado pelo islandês Jóhann Örn (DYNFARI). São quatro faixas que transitam entre o Dark e o Black metal ambiente. Os arranjos e a gravação foram bem tratados e prometem lhe levar a uma viagem dentro do obscuro de sua mente. O destaque fica para a épica e tribal Sjálfsmynd dauðleikans e a desoladora Á vit tilgangs. Ouça apenas se estiver em boa sanidade mental. Nota: 7,5

Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1-Ský / 2-Sjálfsmynd dauðleikans/ 3-Í regni elds og brennisteins 04:07/ 4-Á vit tilgangs

Ouça em: http://projektnoir.bandcamp.com/

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

TELLUS TERROR – EZ Life DV8

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Enigmático e complexo são adjetivos que definem bem esse registro! Desde a arte da capa e encarte – elaborada por Seth Siro Anton (PARADISE LOST, NILE, entre outros), passando pelas letras até o som (destaque para a versatilidade dos timbres usados pelo vocalista), o que vemos neste debut é uma obra de arte conceitual madura. Felipe Borges (vocal), Álvaro Faria e Wederson Félix (guitarras), Arthur Chebec (baixo), Ramon Montenegro (teclado), Rafael Lobato (bateria) desferem um golpe certeiro à mesmice com um som que – de forma equilibrada e original – mescla Black, Death, Thrash, Heavy e Gothic/Doom, Metalcore e progressivo para contar a história do surgimento do universo a partir do Big Bang, passeando pela angustiante história do surgimento da vida inteligente e seu potencial de autodestruição, sendo a morte a única certeza no final disso tudo. O som desses caras lembra muito obras como as da banda ARCTURUS e o disco Nexus Artificial (2014) dos poloneses do DEFYING. Destaque para as faixas TerraformerBlood Visions e Civil Carnage. Aqueles que gostam de explorar novos territórios musicais com certeza irão apreciar esse trabalho. Embarque nessa viagem sonora-filosófica do gênesis ao apocalipse através da revelação nacional do TELLUS TERROR e seu Mixed Metal Styles! Nota: 9
 Por Ramon Teixeira
Faixas:
1-Stardust / 2-Terraformer/ 3-3rd Rock From The Sun / 4-Bloody Vision/ 5-Equinox/ 6-Civil Carnage/ 7-I.C.U In Hell (International Chaos United)/ 8-Brain Technology Pt.1 (This is where it starts) / 9-EndTime Panorama / 10-Error

CAMUS – Heavy Metal Machine

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Diversas surpresas estão surgindo em meio a este clima indescritivelmente nostálgico presente no cenário Heavy metal underground nacional e internacional. Bandas como a pernambucana CAMUS atualmente composto por Marcelo Dias (bateria),Thiago Souza (baixo/vocal) e Jones Johnson (guitarras) nos proporciona a evidência de que o heavy metal tradicional não esta em extinção pelos lados tupiniquins. A banda soltou o EP Heavy Metal Machine, produzido pelo guitarrista Nenel Lucena (Throne, Evocati), soando incrivelmente cristalino e autêntico. Em uma era onde a agressividade e a brutalidade são predominantes no cenário Metal. Algumas sonoridades remetem à Influenciados por JUDAS PRIEST, GRAVE DIGGER, HERETIC (EUA), FATES WARNING e PRIMAL FEAR. Os destaques ficam a cargo de Dreams Of Shadows e The Loser. Profissionalismo e autenticidade. Aguardemos o debut! Nota: 8,0
Por Lucas Araújo Alves
Faixas: 1-Dreams Of Shadows/2- Heavy Metal Machine/3- The Loser/4- False Conviction.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

RIZZI: potencial em ascensão!

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Por Ramon Teixeira
Com nome de origem italiana e liderada pela vocalista Milady Rizzi Franklin, acompanhada por Grégory Rizzi Franklin (guitarra), Taty Rizzi (baixo), Filipe Costa (guitarra), Hudson Alves (teclado) e Guilherme Rossignoli (bateria), a RIZZI é uma banda de Symphonic Gothic Metal da cidade de Espera Feliz (MG) formada em 2011. As influências sonoras são de bandas como WITHIN TEMPTATION e NIGHTWISH, e a parte lírica fala sobre o amor, a revolta, a fé e incertezas da vida. Com dois singles lançados,Tears Fall Down e The Rain – que está sendo lançado juntamente com o videoclipe- em breve lançarão EP. Nesta entrevista para o PÓLVORA ZINE Milady Rizzi fala um pouco sobre a trajetória e sobre o momento que vive hoje a banda.   

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

APOCRYPHAL VOICES – Pain and pleasure

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Em Pain and pleasure os finlandeses do APOCRYPHAL VOICES nos apresentam um Avant-garde metal de qualidade e muito bem executado. Juhani Jokisalo (Vocal, Guitarra, Baixo e Sintetizador) e Ville Salonen (Bateria) apostaram em um trabalho com belas pegadas de Death metal que se desenvolvem ao decorrer das faixas, ficando evidente em Tongue of Kali com intensos guturais, melodia e solo veloz e técnico. Mas, sem perder a pegada arrastada do álbum anterior, stilltrapped, as primeiras faixas trazem riffs sombrios e vocais limpos e por vezes alguns rasgados. Os bons exemplos disso são as faixas Underneath the Mask e Muddy Trail. Já Waves of Tranparency tem uma explicita pegada Doom. Rebel Angels faz contraponto e retorna o lado Death\Black Metal assim comoMegalomaniac Euphoria, que fecha o álbum. A boa qualidade da gravação também é um ponto alto. Vale a pena conferir. Nota 8.0
Por Bruno Marota
Faixas:
1 – Underneath the Mask/ 2 – A Failed Species/ 3 – As fire Itself Dances/ 4- Tongue of Kali/ 5– Muddy Trail/ 6 – Inner Turmoil/ 7 – Rebel Angels/ 8 – Waves of Tranparency/ 9 – Megalomanic Euphoria

PRIMORDIUM – Todtenbuch

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Há uma frase que tenho repetido à exaustão durante os últimos anos: “os headbangers brasileiros muitas vezes não reparam na grande diversidade de bandas de qualidade deste país, e às vezes em locais onde o acesso à estrutura ideal para fazer Metal é mais dificil”. O PRIMORDIUM de Natal (RN) composto atualmente por Gerson Lima (vocal), Lux Tenebrae (guitarra, didgeridoo e vocais), Alex Duarte (guitarra), João Felipe Santiago (baixo, programação do teclado e vocais) e Augustus Caesar (bateria) merece uma real atenção e respeito, pelo que eles junto a pouquíssimas bandas como o ANUBIS e o HATE EMBRACE, têm se proposto a fazer por aqui. Ou seja, um Death metal brutal e muito bem trabalhando, tendo como pano de fundo a cultura do antigo Egito. É isso mesmo, eles estudaram na escola do NILE. Além disso, a gravação e arte gráfica de Todtenbuch são de alto nível e as sonoridades típicas colocadas em meio à pancadaria criaram uma ambiência muito bacana. Todas as faixas tem seu mérito, mas podem ser destacados Curse of imhotep, que já entra com seus riffs cortantes e amaldiçoados, Mummified e Gates of Re-Staú com seus grandes arranjos, o peso e contraste com o violino da convidada Ariane Salgado em Legion e a brutalidade descomunal de Glory of Rá, também com participações de Paulo Henrique e Lucas Praxedes nas guitarras. Corra atrás, adquira o CD e de cara aperte o repeat do seu aparelho, pois a empolgação é garantida. Nota: 9,0
Por Écio Souza Diniz
Faixas:
1-Todtenbuch/ 2-Curse of Imhotep/ 3-Mummified/ 4-Gates of Re-Staú/ 5-Legion/ 6-Transcending/ 7-Khmunu/ 8-Glory of Rá/ 9-Pillars of eternity/ 10-Negative confession /11-Osiris (Arcanus XX)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

RED EVOLUTION: politizado e pesado.

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Por Ramon Teixeira
A banda RED EVOLUTION Composta por Diego Andrade (vocal), Gustavo Sanches (guitarra), Guilherme Almeida (guitarra) e Fagner Silveira (baixo) e bateria gravada pelo produtor José Roberto, com menos de um ano de formação e com duas músicas em mãos – Our guns e Gaza –,caminha para a gravação de um EP e promete colocar o pé na estrada e disseminar o seu Metal de amplas influências, recheado de histórias de lutas revolucionárias pelos festivais do cenário underground brasileiro. Diego e Gustavo contaram para o PÓLVORA ZINE um pouco sobre a trajetória e os planos da banda.       

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

NECROMANCIA: 30 anos de Thrash metal na veia.

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Uma banda de Metal completar 30 anos de estrada no Brasil é uma tarefa árdua. Isto ser concebido ainda para uma banda de Metal mais extremo, que tem suas bases num cenário underground é ainda mais surpreendente. Entretanto, quando se tem como predicado sinceridade e honestidade no que se faz, o tempo costuma ser um juiz que conta a favor. Surgido no ABC paulista, nos anos 80, o NECROMANCIA em 2014 comemora esta longevidade de seu trabalho, calcado num Thrash metal puro e genuíno e responsável por um dos debuts brasileiros mais clássicos do estilo. Hoje a banda formada por Marcelo d’Castro (vocal e guitarra), Kiko d’Castro (bateria) e Roberto Fornero (baixo) mostra que ainda tem muitos planos pela frente, dentre eles um DVD com a história da banda e um novo álbum. O baterista Kiko é quem nos conta sobre a trajetória do NECROMANCIA e muito mais.  

terça-feira, 4 de novembro de 2014

LETHAL STORM - We are

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O LETHAL STORM vem colhendo o fruto de um trabalho feito com empenho, e O EP We are é uma boa amostra da força do Brutal Thrash da banda. Boa gravação, bons solos e riffs. O feeling autêntico de Douglas (vocal), Hudson (guitarra), Luciano (guitarra), Haroldo (baixo) e Fabio (bateria) é destilado em cinco faixas que funcionam muito bem. A brutalidade invade emCorruptos (com uma ótima base da batera), e em Blood stormhá precisão na alternância entre agressividade e técnica. Mas é em Words of mankind que temos aquele Thrash malicioso com aqueles riffs dobrados, batidas de prato e base metrancada, que inclusive está mais pra Death metal. Disorder tem passagens mais cadenciadas alternadas com partes mais rápidas. A alternância entre vocal gutural e rasgado também se destaca. Mas ainda sim, faltou algo: um set list com mais sons desse naipe. Nota: 8,0
 Por Écio Souza Diniz
Faixas:
1-    Corrupos / 2- Blood storm / 3- Words of mankind / 4-Violence / 5- Disorder

terça-feira, 21 de outubro de 2014

NECROMANCER – Forbidden art

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No que resultam riffs forjados na áurea década de 80 e que esperaram mais de 20 anos para entrarem num debut? No caso do grupo carioca NECROMANCER equivale à máxima comum “quanto mais velho melhor”. Formado em 1986 e atualmente composto por Marcelo Coutinho (vocal), Luiz Fernando (guitarra e backing vocals), Edu Lopez (guitarra), Gustavo Fernandez (baixo) e Alex Kafer (bateria e backing vocals), aqui eles atacam com um Death/Thrash furiosíssimo com pegada oldscool, mas uma cara bem atual. Forbidden arté a reuniam de músicas que só existiam em demos e foram regravadas para este lançamento. Técnica e feeling trabalharam lado em todas as faixas, exibidas numa gravação de qualidade, na qual tudo soa claro e no seu devido lugar. A introdução com Necromantia apenas preparará você para receber um soco no estomago com a devastadoraNecromancer, urrada pelo vocal odioso de Marcelo. Impossível não banguear sem controle ao ouvir Deadly symbiosis com suas paradinhas e dobradinhas atreladas a partes rápidas. Aumente o som em Middle ages, saia da frente em Plundered society, facilmente assimilável, e tente se recuperar após The rival. O NECROMANCER merece ser conhecido. Procure, ouça e compre o CD. Certamente, mais um clássico para posteridade no Metal nacional. Nota: 9,0
Por Écio Souza Diniz 
Faixas: 1-Necromantia (intro) / 2-Necromancer / 3-Deadly symbiosis / 4-Dark church / 5- Havocs and destruction / 6-Middle ages / 07-Plundered society / 8-The rival / 9-Desert moonlight