terça-feira, 10 de maio de 2016

BASTTARDOS - O último expresso



O BASTTARDOS foi formado no Rio de Janeiro em 2010 e após e estreoum em bom estilo com o primeiro trabalho, Dois contra o mundo (2013). Agora, a banda composta por Alex Campos (guitarra e vocal), Bernardo Martins (bateria) e Terceiro Elemento (baixo) chega pra valer com seu segundo álbum, o EP O último expresso (2015). O que você encontrará aqui é Rock and Roll de qualidade, com uma dinâmica heterogênea bastante interessante e que prende a atenção do ouvinte. Afinal de contas, tão importante quanto ser muito bom para tocar algo é saber fazê-lo de forma prazerosa que deixe quem ouve envolvido com a música. E aqui eles fornecem tudo isso e muito mais por meio de músicas despojadas. O formato de um Rock básico e potente é algo que felizmente tem crescido novamente no Brasil e esses cariocas tem tudo para ser um dos bons destaques dessa nova safra. Os destaques ficam para as pesadas e rápidas Basttardos, com sua abertura num estilo ‘western’ e Licor de cereja e a bela Despertar do parto. Em suma, mescla equilibrada de Hard Rock, Southern e Alternativo com a crueza típica que na realidade é o que todos almejam: diversão. Adquira já o seu CD! Nota: 8,0

Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1. Basttardos / 2. Licor de Cereja / 3. Despertar do Parto/ 4. Exilados/5. Terceiro Elemento

sábado, 9 de abril de 2016

WAYS - Watching from Afar

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A banda WAYS oriunda de Paris e atualmente composta por Clément (Vocal), Tony (bateria), Matthieu (baixo), Bruno (guitarra), Nico (guitarra) neste primeiro EP manda ver num som pesado, mesclando Rock Alternativo e Metal, com elementos do Metal Industrial e Metalcore. A gravação está bem lapidada e os músicos são técnicos e lançam mão de riffs eficientes. O trabalho do baixo e da bateria também se destacam pela forma como funcionam sincronicamente. Logo na entrada com My blue stainvocê sentirá a potencia do disco, passando pelos momentos mais cadenciados de As a duty e Misty hope. A faíxa-título é um ótimo tema instrumental. Something to say é agonizante e Twenty first sectuary fecha pesadamente o setlist. Vá atrás e ouça. Nota: 8,0
Por Écio Souza Diniz
Faixas: My blue stain / 2-As a duty / 3-Misty hope / 4-Watching from Afar / 5- Something to say / 6-Twenty first sectuary

CEIFADOR - Heavy metal 666

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Atenção adeptos de um Metal Extremo, cru, áspero e perverso, o CEIFADOR oriundo se Sorocaba (SP) irá arrancar suas cabeças com 10 rajadas musicais forjadas em aço e fogo, proporcionando doses cavalares de uma mescla perfeita entre Thrash, Speed e Black metal. A produção e gravação estão propositalmente mais sujas, o que dá a tônica cheia de fúria deste disco. Além, disso tudo aqui trabalha a contento, com um instrumental bem construído composto por riffs cortantes e a cozinha do baixo e batera explodindo aos ouvidos. Mas também há o vocal malévolo e rasgado que acentua o poderio bélico de faixas como Demons nightBaphomet e Open grave. No entanto, o golpe fatal vem por meio de Dead and Alcoholized,  Heavy metal 666 e Rats of death. O disco foi lançado pelo selo português Helldprod e encontra-se à venda no seu site. Adquira o seu e ouça no volume máximo. Claro, se seus tímpanos aguentarem. Nota: 9,0
Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1 – Demons Night/ 2 – Drunk in Hell/ 3 – Baphomet/ 4 – C.I.D/ 5 – Open Grave/c6 – Dead Eyes/ 7 – Heavy Metal 666/ 8 – Dead and Alcoholized/ 9 – Reaper (Bathory Cover)/ 10 – Rats in Hell

quinta-feira, 7 de abril de 2016

CRUZ DE FERRO - Morreremos de pé.

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Após o EP Guerreiros do metal (2014) os portugueses do CRUZ DE FERRO estreiam com ótima qualidade com Morreremos de pé. Este é um disco para quem gosta de um Heavy metal tradicional, épico e bem executado e que versa sobre batalhas e fatos históricos. Atualmente a banda é composta Ricardo Pombo (vocal e guitarra), Rui Jorge (guitarra), João Pereira (baixo) e Bruno Guilherme (bateria). A interessante arte da capa, feita pelo artista Sena Lordigan, foi baseada nos atos heroicos de D. Duarte de Almeida, que não largou o estandarte do país mesmo após o inimigo lhe ter decepado as mãos. Ou seja, este debut também reflete vários fatos e momentos históricos de Portugal, como sua luta pela independência e liberdade. Além disso, o disco possui riffs diretos e bem executados pela dupla Pombo e Jorge como solos harmoniosos. Dentre os destaques estão a rápida faixa-título com seu refrão marcante, Fúria divina com ótimo andamento da bateria, Nossa glória, Decepado com seus andamentos mais cadenciados e a nacionalista Nova Alijubarrota com seus eficientes solos. Um ótimo começo e que venha o segundo álbum. Nota: 9,0

Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1- Morreremos de pé/ 2-Furia divinia/ 3-Santiago/ 4-Nossa glória/ 5-O decepado/ 6-Nova alijubarrota/ 7-Quinto império/ 8-A Lucifer/ 9-Imortal / 10-vitória

sábado, 2 de abril de 2016

SACRED SEAL - Incarnation

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O SACRED SEAL é um grupo francês formado em 2014 e aqui estão com seu primeiro álbum, o conceitual Incarnation. A banda é composta por Nicky Daymond (vocal), Jeremy Caron (guitarra), Yannick Bazola (guitarra), Alex Stayne (baixo) e Laurent Ferrari (bacteria) e eles praticam um Heavy metal mesclado entre pegadas tradicionais com riffs poderosos e partes mais melódicas bem encaixadas e alternadas. O vocal de Nicky dá um toque especial ao trabalho, visto que ela possui um vocal forte com grande alcance, remetendo ao estilo do grande DIO e ao mesmo tempo ela alterna com passagens de voz mais suaves como, por exemplo, na excelente Venus. Tudo isso cria uma atmosfera pesada, densa e viajante no decorrer do disco. Evolution possui ótimas passagens mais rápidas mesclada à passagens mais cadenciadas e Flow of oblivion possui uma atmosfera soturna remetente a alguns elementos do Gothic. Chains of slavery segue uma linha de Heavy mais tradicional. Em resumo: o disco mostra um Heavy metal bem atualizado com uma grande gama de influencias, mas também calcado nas raízes tradicionais. Ouça com atenção! Nota: 8,5

Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1-Kama / 2-Venus / 3-The sphinx riddle / 4-Evolution / 5-Flow of oblivion/ 6-Me myself and I / 7-Chains of slavery / 8-Psychosis / 9-Houses of sin / 10-Judas calling / 11-Over the abyss/ 12-Holy see

Links:

http://sacredsealmusic.wix.com/sacred-seal
https://www.facebook.com/Sacred-Seal-539299919529499/?ref=hl

sábado, 12 de março de 2016

COGUMELO RECORDS: um legado que persiste ao tempo!

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Por Écio Souza Diniz
Uma das histórias que mais se confunde com a do cenário underground nacional é da loja e gravadora COGUMELO RECORDS, fundada por Creusa Pereira de Faria (Patty) e João Eduardo de Faria Filho há mais de 30 anos. O que aparentemente era pra ser uma loja que vendia tudo em termos de música se tornou a principal gravadora de Metal extremo do Brasil, alavancando a carreira de várias bandas de suma importância e que se tornaram conhecidas mundo afora, tendo como exemplos capitais SEPULTURA, SARCÓFAGO e VULCANO. É para nos contar um pouquinho disso tudo, traçando um paralelo sobre as atuais tendências no mercado da música pesada e como enfrentar as crises da indústria fonográfica e a crise econômica nacional dos últimos anos que João cedeu esta entrevista ao PÓLVORA ZINE.  
A COGUMELO está há mais de 35 anos no mercado do Metal, especialmente o Metal extremo. O que você considera como principal motivo para esta longevidade?
João Eduardo: Passamos por altos e baixos, como todas as empresas passam no Brasil. A gente está aí até hoje por causa de nossa dedicação ao metal nacional, aos nossos amigos que nos acompanham há décadas e também graças as pessoas que realmente amam as bandas do selo. Continuar no mercado é fruto deste trabalho.    

VULCANO: a fúria não pára!

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Por Écio Souza Diniz 
O VULCANO surgiu no litoral paulista, em Santos no início dos anos 80 e não só foi a banda pioneira do Metal Extremo na América Latina que despontou no cenário underground, como também se mantém ativa até hoje devido a fidelidade a sua própria música. Hoje, são mundialmente conhecidos, especialmente na Europa como uma das bandas de Death/Black metal mais influentes da história e esse reconhecimento veio com muito suor e persistência. Durante os anos 2000, a banda está altamente produtiva, numa sucessão incrível de excelentes lançamentos e é para falar de tudo isso que o líder e guitarrista Zhema Rodero concedeu essa interessante entrevista ao PÓLVORA ZINE. 
Pólvora Zine: O VULCANO começou sua carreira há quase 35 anos atrás e é considerada a primeira banda de Metal extremo da América Latina. O que de forma prática isto representa para você e para a banda? 
Zhema Rodero: Sim, começamos bem lá no comecinho dos anos 80. Porém nada nesse universo acontece isoladamente e então provávelmente haviam outras bandas também. O que ocorre é que o VULCANO permaneceu na estrada e foi moldando seu estilo para o lado mais extremo do Heavy Metal e tivemos a atitude de permanecer assim durante todos os anos que se sucederam, de uma forma batalhadora e honesta. Assim, recebemos esse título de pioneiros, não por uma pesquisa, ou por uma eleição e tampouco pedimos que nos desse, e sim por um reconhecimento legítimo da nação “headbanger”. Então eu como criador do VULCANO tenho um sentimento de orgulho dessa conquista.    

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

SOUL INSIDE – No more silence

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Depois da demo Perpetual (2012) a banda sul-mineira, oriunda de Lavras, SOUL INSIDE, finalmente chega ao seu primeiro álbum. A união dos experientes Beto (guitarra; ex-SUICIDE, HUMAN HATE) e Renan Seabra (bateria; ex-SUICIDE) com os mais jovens baixista e vocalista Bruno de Carvalho e o guitarrista Eduardo Petrini foi algo que funcionou a favor para praticarem o seu Thrash metal cru e sem frescuras calcado na velha escola e mesclada com a pegada anos 90 do estilo. A gravação ficou clara, com todos os instrumentos bem equalizados sem faltas nem excessos, soando mais natural possível, inclusive na bateria que tem uma pegada mais seca, ao contrário de muitas hoje em dia que fazem uso de sistemas modernos de gravação para soar “polidas” demasiadamente. Também há de se atentar ao vocal gutural/urrado de Bruno que combinou bem com o instrumental. A dinâmica das músicas tem uma pegada em comum, característica da forma de compor da banda, mas é ao mesmo tempo heterogênea, não tornando a audição enfadonha. A entrada é certeira comChild of war, mas a coisa engrossa em Fight the despair e Again the nightmare, da demo e que foi rearranjada aqui. EmLike of lies, há uma entrada crescente e esperta da batera e a faixa título é para deixar pescoços com torcicolo. Há ainda da demo a faixa Unholy temple que tem doses de groove no baixo. Em suma: talento evidente, boas composições e malícia para evoluir ainda mais. Falta agora arrumar um selo para lançar e distribuir oficialmente o disco. Nota: 8,0
 Por Écio Souza Diniz
 Faixas: 1-Child of war / 2- Fight the despair / 3- Again the nightmare / 4-Like of lies / 5-No more silence / 6-The killer inside / 7-Unholy temple / 8-Sands of truth

IMPERATIVE MUSIC – Volume X

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Nesta décima edição da coletânea Imperative Music como já de costume há um cast de ótimas bandas, algumas já consagradas e outras boas revelações nos últimos anos, tanto brasileiras quanto estrangeiras. Os carro-chefes desta vez foi o KREATOR que participa com a música Civilization collapse do álbum Phantom antichrist (2012) e os japoneses do LOUDNESS comGreat ever Heavy metal. Mas há também ótimos destaques para as brasileiras SIRIUN na músicaTransmutation com seu Death/Thrash metal furioso mesclado ao progressivo, a arrasadora, rápida e pesadíssima THE WASTED em Dead new world e o músico solo YURI FULONE e o True Metal épico em The blacksmith; a francesa SKOX que manda bronca num Death/Thrash cru e certeiro na música Years of legions; a japonesa DEATH HORN em Black forest, praticando um Black/Death de qualidade direto e sem frescura; o Thrash/speed do RADUX em Frozen messiah; a empolgante INCIDENCE e seu Thrash boliviano certeiro em Biological war. O fato de esta ser uma coletânea distribuída nos Estados Unidos, Europa e Japão com apoio de grandes selos é uma forma mais ampla de ajudar a expandir horizontes de bandas que estão despontando. Nota: 8,0  
Por Écio Souza Diniz
Mais informações: http://www.imperative-music.com/

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

PARADISE LOST – Symphony for the lost

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Em 2015 o Paradise Lost comemorou em grande estilo duas vezes os seus 25 anos de atividade desde o debut. A primeira foi o lançamento do excelente The plague within, que resgata a sua sonoridade dos primórdios. A segunda está nestes excelentes CD e DVD lançado em luxuoso e lindo formato digipack. Symphony for the lost registra o show da banda no antiguíssimo Teatro Romano de Plovdiv, na Bulgária, em setembro de 2014. Ambos CD e DVD são divididos em dois sets, sendo o primeiro com a banda acompanhada pela Opera Estatal de Plovdiv e o Coro Rodna Pesen, e o segundo apenas com a atuação da banda. Não bastasse o teatro ser um local fantástico ideal para tal show, a execução de sons como Tragic Idol, Last regret, Over the madness, Gothic e Victim of the past (do recente álbum) foi magnânima acompanhada pela orquestra, em alguns momentos dando um toque de sutileza e em alguns outros realçando a densidade das músicas. No segundo set a sequência também foi de tirar o fôlego, destacando-se The enemy, Erased, Faith divide us Death unite us, True belief e The last time. Todos os integrantes da banda estão tocando em alta interatividade e a performance do vocalista Nick Holmes é um especial a parte. Para coroar tudo ainda há no DVD um documentário a respeito do evento. Que ainda venham muitos shows como este pela frente. Nota: 9,0  

Por Écio Souza Diniz

Faixas: CD 1:  1-Tragic Idol / 2-Last Regret / 3-Your Own Reality / 4-Over the Madness / 5-Joys of Emptiness / 6-Victim of the Past / 7-Soul Courageous / 8-Gothic

CD 2:  1-The Enemy / 2-Erased / 3-Isolate / 4-Faith Divides Us, Death Unites Us / 5-As I Die / 6-One Second / 7-True Belief / 8-Say Just Words / 9-The Last Time

DVD: 1-First Half (with orchestra) / 2-Second Half (without orchestra) / 3-Documentary

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

JUPITERIAN - Aphotic

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Atenção aos adoradores de um excelente som das profundezas: o Brasil tem mais um grupo de peso e qualidade para contribuir para o nosso Doom metal. Trata-se da paulista JUPITERIAN, que surgiu em meados de 2013, composta por caras que se intitulam apenas como V (guitarra e vocal), A (guitarra), R (baixo) e G (bateria). Aqui neste debut há pouco lançado, o que eles fazem com maestria é misturar um Doom pesado e primitivo, numa pegada bem Sludge. A gravação soa crua e cavernosa de uma forma muito bem feita, dando a tônica necessária à proposta musical que seguem.  E como dá gosto ouvir músicas aterradoras comoPermanent grey e Daylight, com seu solo desesperante. Em Proclamation a atmosfera beira o desespero e o medo, com quebradas nos tempos coberturas por uma massa vocálica extremamente sorumbática, o que se intensifica na faixa titulo. Para fechar Drag me to my grave é mais curta e fácil de assimilação, lembrando PARADISE LOST dos tempos de Gothic (1991). Não tenha duvida, vá atrás deste CD, que um dia será clássico. Nota: 9,0 
Por Écio Souza Diniz 
Faixas: 1-Permanent gray / 2-Daylight / 3-Proclamation  / 4-Aphotic / 5- Drag me to my grave
Mais informações:

KRUCIPHA – Hindsight square one

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Em Hindsight square one, debut dos curitibanos da KRUCIPHA, você irá encontrar um Thrash metal rápido, pesado e amparado por uma massa sonora composta de elementos do Death metal, Groove e algumas influências de música brasileira. Diante do fato que esta é uma banda relativamente nova, formada em 2009, uma das provas da qualidade do som que fazem foi terem dividido palco com bandas como CLAUSTROFOBIA, PROJECT 46, SEPULTURA e CAVALERA CONSPIRACY. O trabalho desempenhado por Fabiano Guolo (vocal e guitarra), Luís “RazorB” Ferraz (guitarra), João Ricardo Cavali (baixo e vocal), Felipe Nester (bateria) e Jgör Nosnyój (percursão e vocal) fornecem oito musicas furiosas, bem estruturadas e com ótima qualidade de gravação.  É só colocar o CD pra rodar e os riffs pesados e rápidos acompanhados por alternância entre vocais guturais e urrados de Greater good parasite já invadem lhe rasgando os ouvidos, dando sequencia para os riffs cortantes e solos inspirados de Pulse. Há influencias de Chico Science em Tribal war, que também tem uma pegada voltada ao Hardcore Nova Yorquino e também lembrando bandas como o HATEBREED, o que também é a pegada de Denial. DeIndigenous self à Afforddiction as músicas vão ficando mais agressivas e essa mescla com Hardcore fica mais nítida ainda, com ótimos pedais duplos da batera. O fechamento com Reason lost é com aquela levada bem SEPULTURA dos tempos de Roots. Aliás, para quem curte esse tipo de Thrash há muito disso aqui. Imagine só o estrago que estes caras fazem ao vivo… Nota: 8,5
 Por Écio Souza Diniz
 Faixas: 1-Greater good parasite / 2-Pulse / 3-Denial / 4-Indigenous self / 5-The warning / 6-Afforddiction / 7-Tribal war / 8-Reason lost

domingo, 24 de janeiro de 2016

DARK WITCH – Circle of blood

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A paulista Dark Witch que já está na ativa desde 2001 chega aqui no seu debut. Formada por Bil Martins (HELLISH WAR; vocal e baixo), Décio Andolini (guitarra), Cesar Antunha (guitarra) e André Kreidel eles mandam ver num Metal pesado, alto, rápido e com melodias inteligentes. Aos adeptos de um bom Heavy metal mesclado ao Power e Speed/Thrash, as músicas remetem em ordem a nomes como HAMMERFALL, HIBRIA, ICED EARTH, BRUCE DICKINSON, MANOWAR, RUNNING WILD e GRAVE DIGGER. Essa consistência sonora é embalada por letras que narram sobre batalhas, ocultismo e lendas como, por exemplo, dragões. A dinâmica das 12 faixas autorais é heterogênea, o que não as torna repetitivas, porém, mantendo o peso como característica central a todas elas. Logo no começo da audição há a trinca das primeiras faixas, composta pelas rápidas e marcantes faixa-título e Wild heart e a muralha sonora de Master of fate. Também ouça com atenção a pegada tradicional de StrongholdLiberty is death com suas belas passagens mais cadenciadas alternadas com rapidez, Lighthouse reaper com um começo quase Thrash. Mas se achou esta pesada, ouçaDeath rain, um Thrash puro.  Para coroar tudo há a épica To valhalla we ride e o cover para Voz da consciência do Harppia. Se dúvida, vá atrás e ouça! Nota: 9,0 
Por Écio Souza Diniz 
Faixas: 1-Circle of blood / 2-Wild heart / 3-Master of fate / 4- Cauldron / 5-Firestorm / 6-Stronghold / 7-Blood sentence / 8-Liberty is death / 9-Lighthouse reaper / 10-Death rain / 11-Siegfried / 12-To valhalla we ride / 13-A voz da consciência (HARPPIA cover)

BROTHERS OF SWORD – United for metal

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BROTHERS OF SWORD é um projeto audacioso lançado em 2015 e comando pelo baixista Fabio Paulinelli da banda mineira GREY WOLF, cujo objetivo foi reunir ótimas bandas do cenário do True Metal brasileiro, evidenciando influencias por nomes como MANOWAR, MANILLA ROAD, GRAVE DIGGER, RUNNING WILD, entre outras. O baixista fez todas as bases do baixo e comandou a bateria programada. O que você vai constatar neste álbum são temas de Metal épico, abordando temas de batalha, com riffs bem elaborados, excelentes vocalistas e coros característicos do estilo. A qualidade de gravação está ótima, limpa, clara e com tudo bem timbrado e equalizado. Todas as linhas de guitarra foram construídas por Luiz Camargo (OUTLAW). Desde a introdução com o majestoso instrumental deBrotherhood (Marching to battle) feita por YURI FULONE você já irá se empolgar para receber nos ouvidos bons decibéis de Metal forjado em aço e sangue com The song of victory, com o vocal áspero e grosso de Paulinelli. Na sequência, vem a rápida e melódica Berserkers, cantada pelo excelente vocalista Arthur Migoto (HAZY HAMLET) e The Cyclope é mais cadenciada e totalmente épica, com belíssimos coros e o vocal grave de Perter Kelter (THUNDERLORD). A espada selvagem, cantada em português no vocal de Daniel Wallançuella (CRUZADAS), remete aos tempos áureos do metal nacional nos anos 80, executado por bandas como CENTURIAS, HARPPIA e SALÁRIO MÍNIMO. Nesta pegada, porém, mais rápida e com riffs cortantes caminha Bravo, sob o vocal de Raziel Stanley (TÚMULO DE AÇO). O fechamento com todos os vocalistas cantando juntos e repartindo partes deBrothers of the sword é de dar gosto de ouvir. Mais uma perola para a posteridade. Nota: 9,0
 Por Écio Souza Diniz 
Faixas: 1-Brotherhood (Marching to battle) / 2-The song of victory / 3-Berserkers / 4-The cyclope / 5-A espada selvage / 6-Bravo / 7- Brothers of the sword.

HILLBILLY RAWHIDE – Ten years on the road

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Se você curte um bom Hillbilly, o típico som tocado por pessoas de zonas rurais montanhosas dos Estados Unidos, certamente irá gostar dos curitibanos do HILLBILLY RAWHIDE. Eles mesclam essa vertente Country com Rock primordial e Boogie woogie (Nota: vertente do Blues na qual era típico o uso sincopado da mão esquerda do piano) e aqui em Ten years on the road (2013), quinto álbum, eles celebram os seus até então 10 anos de estrada. O grupo formado atualmente por Mutant Cox (vocal, guitarra e violão), Mark Cleverson (violino e vocal), Joe Ferriday (piano e vocal), Osmar Cavera (baixo acústico), Juliano Cocktail (bateria e cajón) e Marcos Traad (harmônica (participação especial)) sem dúvida lhe garantiram boas doses de diversão por meio 13 músicas que irão lhe embalar uma agradável tarde com os amigos e bebendo uma gelada ou uma cachaça, especialmente se isso for feito num sítio. Dentre os destaques estão: Uma cerveja, uma cachaça e um remedinho, Drunk and stoned com sua pegada malandra de música de ‘Saloon’, Hillbilly treasure com uma pura atmosfera ‘Western’, a balada Fallin’ down again com suas belas bases de guitarra e levada suave, a irreverente Honky Tonky Lino’s,Cavaleiros da morte e sua guitarra com riffs de duelo e a hilária E agora, Johnny?. Gravação excelente, produção bem feita, profissionalismo de sobra e bastante alto astral. São estes fatores que tornam este disco tão legal. Ouça quantas vezes puder, o difícil é enjoar. Nota: 9,0 
Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1-Bull beer theme / 2-Uma cerveja, uma cachaça e um remedinho / 3- Drunk and stoned / 4-Longe sem dinheiro / 5-Hillbilly treasure / 6- Cavaleiros da estrada / 7-Fallin’ down again /8-Honky Tonk Lino’s / 9-Lost and found / 10-Cavaleiros da morte / 11-Monkey’s cage / 12- Boogie woogie no hospital / 13-E agora, Johnny?

KRÁPPULAS - Psychoworld

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O KRAPPULAS, oriundo de Curitiba, certamente é uma das pioneiras no Psychobilly tão bem difundido no sul do Brasil, estando há mais de 20 anos na estrada.Psychoworld (2012) é o terceiro álbum da banda, que à época era composta por Breno (vocal), David Ernst (guitarra), Manolo (baixo de pau e backing vocal) e Cris (bateria e backing vocal) e marca o retorno às gravações de um álbum de estudio desde Escape from hell (2002). O que você vai ouvir aqui é um Psychobilly direto e sem firulas, com o seu elemento punk em bastante evidencia. Mas o que mais chama a atenção é o profissionalismo e o entrosamento entre os músicos, fazendo tudo soar muito coeso e bem alinhado. Se você quer agressividadeEarthquakeShockedTorture e Reincarnation cumprem bem este papel e em termos mescla inteligente entre rapidez, agressividade e elementos do Rockabilly, Devil dead é a bola da vez. Mas se quer técnica, Hassassin faz bonito, especialmente na cozinha da banda. Não espere pausa para respirar, pois não terá nenhum um segundo. Sem duvida, este álbum foi uma ótima forma da banda celebrar suas até então duas décadas de atividade. Nota: 8,5 
Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1-Hell / 2-Shocked / 3-Hassassin / 4-Caring about / 5-Earthquake/ 6-Krappulas / 7-Torture / 8-Just let me be alone / 9-Green fairy is dead / 10-Reincarnation / 11-Devil dead