segunda-feira, 29 de agosto de 2016

HEREGE – Terra Morta

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Com nova formação, a banda capixaba HEREGE – agora formada por Davi “Homem Bomba” Ambrósio (baixo e voz), Everton “Peste” Oliveira (guitarra e voz) e Juliano “Herege Maldito” Freitas (bateria) – brinda os apreciadores de música extrema com seu primeiro full-length Terra Morta.Gravado no Estúdio Nova e mixado por Lucas Barbosa (LucStudio), o disco foi lançado em 500 cópias limitadas pelos selos Cemitério Records e Cold Art Industry (mas não fique triste, o disco foi liberado também para streaming no site do primeiro selo). Neste registro você irá se deparar com um Death/ Grind cantado em português com influências de BRUJERIA, EXTREME NOISE TERROR, AUTOPSY e HAEMORRHAGE. Com vocais mais diversificados e letras ácidas que falam sobre desastres humanos e ambientais e, sobretudo, abordam o contexto político brasileiro atual, a banda – quando se compara a demo-ensaio Inocentes(2015) – deu um salto no que diz respeito à qualidade de produção e composição. Composto por 18 músicas, das quais quatro são regravações (em que fica na memória a nova roupagem dada para Inferno Nuclear) e cinco faixas bônus ao vivo, destacam-se: Basta de PreconceitoTerno e Gravata,Ilusão e, por último a música raivosa Aqui Jaz, que alude ao maior desastre socioambiental da história brasileira, o rompimento da barragem da Vale em Mariana que afetou todo o Rio Doce e sua população. A capa concebida por Cleuber Tosko da banda belo horizontina Rastros de Ódio completa o estado de arte e destruição presente nesse registro. É só dar o play! Nota: 8,0
 Por Ramon Teixeira
 Faixas: 1-Basta de Preconceito / 2-Dinheiro / 3-Policia Corrupta / 4-Cegueira / 5- Inferno Nuclear / 6-Instinto Corrupto / 7-Mentes da Alienação / 8-Terno e Gravata / 9-Terra Morta / 10-Em Nome Do Progresso  / 11-Bandidos no Plenário / 12-Ilusão / 13-Aqui Jaz / 14-Inferno Nuclear (Live) / 15-Inocentes (Live) / 16-Mentes da Alienação (Live) / 17-Repressão (Live) / 18-Terra Morta 

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

BROKEN & BURNT – It Comes to Life (2016)

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Quem se empolgou com o poder dos riffs desferidos por Hugo Ali (guitarra e voz) e César Schoeder (guitarra) no full-lenght Let The Burning Begin (2012) e no EP Stolen (2013) vai se surpreender com a qualidade de produção e a diversidade de sub-gêneros do Metal explorados pela banda neste segundo registro de estúdio It Comes To life (2016). Com uma super cozinha formada por Denis Coelho (baixo e vocal) e Apache Moons (bateria), o quarteto capixaba dá vida à obra-prima de horror de Mary Shelley, “Frankenstein” (1818). Neste novo trabalho os caras mostram um trabalho consistente e maduro, mostrando de forma original suas influências que vão do Grunge ao Stoner e Doom. Você encontrará músicas nervosas como no primeiro disco – caso de Bestowing Animation – e músicas muito diferentes do que se viu a banda fazer até então, como pode ser conferido em músicas como Unexpected DirgeDeep Inside The Void e Cold letters. A afinação dos instrumentos quatro tons abaixo do padrão unida às linhas vocais envolventes dão o toque de devastação sonora. Composto por nove músicas, distribuídas como num livro por Volume I, II e III, impressiona também pela arte de sua capa. Concebida por Gustavo Rodrigues, a capa transmite toda a angústia proporcionada pelo terror gótico próprio do tema que escolheram tratar. Três anos trabalhando no álbum fizeram muito bem à banda. Preparem a cerveja e alongue o pescoço, sua cabeça vai agitar para todas as direções. Nota: 8,5
 Por Ramon Teixeira 
Faixas: 1-It Comes to Life/ 2. Bestowing Animation/ 3. Unexpected Dirge / 4. Along the Way / 5. Eve / 6. Dead Womb / 7. Deep Inside the Void / 8. Cold Letters / 9. Darkness & Distance

sábado, 30 de julho de 2016

EU ACUSO! – Síndrome de Estocolmo


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Os gaúchos do EU ACUSO! atacam novamente com este segundo trabalho em formato de EP, mantendo seu som pesado e visceral, composto por uma mescla bem sacada de Heavy metal e vocal na linha do Rap, embalados por altas doses de Groove que dá a tônica a sonoridade. A banda já imprimiu sua identidade no primeiro álbum, Liberdade presumida (2013), e aqui eles a consolidam ainda mais. Afinal, não seria de esperar menos de um grupo formado por músicos experientes que já participaram de nomes de peso da cena gaúcha como Sacrário, Leviaethan, Panic, Distraught, Alchemist e Kaus do Porto. Atualmente, o time é composto por Sandré  Sarreta (vocal), Marcelo Cougo (baixo e vocal), Carlos Lots (guitarra) e Ale Mendes (bateria). Aqui a banda pega como o ponto embasamento para as músicas a “Síndrome de Estocolmo”, um estado psicanalítico no qual o indivíduo que passa por tortura ou intimidação demasiadamente intensa desenvolve como mecanismo de defesa do subconsciente um sentimento de apego pelo torturador ou intimidador. A intensão da banda foi fazer uso desse tema para transcrever a angustiante existência do nosso tempo, especialmente no Brasil, cercados por corrupção, violência extrema e constante, drogas e medo. A pedrada certeira já entra com Síndrome, com bases e refrão marcantes. Marcha dos patifes é outra que discorre de forma inteligente sobre a situação insólita de nosso país. De volta as ruas, uma música numa pegada Stoner e com passagens mais cadenciadas numa onda Space Rock, versando sobre as pessoas que tomam frentes e se mobilizam por um mundo melhor. Uma das melhores letras é a de Nações, que fala sobre a não subjugação de povos nativos a invasores/colonizadores. Toda essa riqueza de conteúdo tem uma identidade forte sob o vocal de Sarreta, que se encaixa perfeitamente a proposta musical. Para completar, como parte da ideologia da banda, o álbum está disponível para download gratuito em seu site oficial. Mais um ótimo trabalho para figurar nos melhores do ano. Nota: 9,0
Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1-Intro/ 2-Síndrome/ 3-Minha palavra/ 4-Marcha dos patifes/ 5-Vigiar e punir/ 6-De volta as ruas/ 7-Nações

domingo, 26 de junho de 2016

BLACKNING - Alienation

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Bem diz a velha máxima: “talento não se compra”. A banda paulista BLACKNING formada por Francisco Stanich (ex-WOSLOM) no baixo, Cleber Orsioli (ex-ANDRALLS) nas guitarras e vocal, e Elvis Santos (ex-POSTWAR) na bateria comprova isso com força descomunal neste segundo álbum em menos de dois anos do lançamento de seu debut, Order of chaos(2014). Mas o que há de tão especial assim? O simples fato de terem aqui proporcionado músicas com dinâmica heterogênea, saindo da mesmice que muitas bandas adentram, peso e rispidez, técnica e doses cavalares de feeling. Todo o cuidado tomado desde as composições em si e a produção, que caiu novamente na mão eficiente de Fabiano Penna (Rebaelliun), até a bela arte gráfica novamente a cargo do artista Marcus Zerma da Black Pague Design, é digno de atenção. A embalagem em um formato digipack de altíssima qualidade fecha o capote sem faltar nada. É impressionante o arrastão sonoro que já entra pelos falantes na execução da tríade inicial: Street justiceThru the eyes e Mechanical minds. Com certeza, essa trinca levantaria muitas rodas insanas de mosh nos shows. Durante todas as 10 músicas a única coisa que não há é pausa ou momentos “mais lentos”. Ainda se destacamWeapons of intolerance e as participações especiais com vocais adicionais de Andre Alves (Statues on Fire, Nitrominds, Musica Diablo) no petardo Corporation e Lohy Silveira (Rebaelliun) em Devil’s child. É ótimo estar sempre vendo surgirem nomes que tenham cacife pra levar o nome do Brasil nos palcos do Metal mundo afora, e o BLACKNING é um soldado mais do que qualificado para carregar esta bandeira. Nota: 9,5
Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1- Street justice/ 2-Thru the eyes/ 3-Mechanical minds/ 4-Dark days/ 5- Weapons of intolerance/ 6- Dyed in blood/ 7- Devil’s child / 8-The rotten institution/ 9-Two-faced liar/ 10-Corporation

sábado, 25 de junho de 2016

HAGBARD – Vortex to an Iron age

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Formada em 2010 na cidade mineira de Juiz de Fora, a HAGBARD é uma das propostas mais interessantes surgidas no Folk Metal nacional nos últimos anos.  Agora em 2016 eles chegaram com este segundo trabalho, mantendo a qualidade e minucia na produção de uma sonoridade rica em elementos sonoros, destacando a música europeia medieval, especialmente agora remetendo a cultura viking, agregados a grandes doses de peso típico do Metal Extremo.  Uma das características mais marcantes é o maior esmero nas harmonias e melodias, além de guitarras e bateria mais encorpadas, dando mais peso e clareza, e um contraponto muito bem feito entre vocais limpos e guturais. O trabalho de mixagem e masterização de Jerry Torstensson do Dead Dog Farm Studio, em Säffle (Suécia), mais uma vez proporcionou um excelente resultado. As passagens de violino, cortesia de Vinicius Faza Paiva e as vozes femininas de Lívia Kodato enriqueceram ainda mais o trabalho.  Embora, não seja uma sonoridade versátil a ponto de facilmente selecionar destaques, os melhores momentos começam logo depois de uma ótima introdução, dando sequência para a marcante e empolgante Never call the sage to drink in your home. Em Iron fleet commander há uma atmosfera mais cadenciada e densa e Last blazing ashes é um bela acústica e introspectiva canção. O peso e dinâmica mais rápidos retornam massivamente em Death dealer e Relic of the damned, sem dúvida a melhor música do álbum. Inner inquisition tem um perfeito equilíbrio entre seu grande peso e os vocais de Lívia e Shield wall encerra sendo a mais agressiva de todas. Sirva-se de uma excelente cerveja num fim de tarde com os amigos e ouça bem alto. Nota: 9,0
Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1-Intro / 2- Never call the sage to drink in your home / 3-Brdige to a new era / 4- Into fleet commander /5-Last blazing ashes / 6-Death dealer /7-Relic of the damned/ 8-Inner inquisition/ 9-Deviant heather/ 10-Shield wall / 11-Outro

GREY WOLF - Glorious death

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Os adoradores do bom e velho True Heavy metal podem celebrar, pois mais um grande lançamento do estilo no Brasil acaba de ocorrer. No mês de Junho de 2016 a banda GREY WOLF, formada em 2012 no município mineiro de Contagem na região de entorno da capital Belo Horizonte lançaram o seu terceiro álbum, Glourious Death.  Idealizada pelo baixista e vocalista Fabio Paulinelli e completada atualmente por Chris Maia (guitarra) e Weslley Victor (bateria), a banda oferece músicas potentes, cativantes e bem estruturadas que falam sobre mitologia, honra e batalhas épicas. Neste álbum, a produção desde a gravação à arte gráfica do encarte merece aplausos. Que os cumprimentos sejam dados à banda e Arthur Migotto (HAZY HAMLET) da Arthorium Records pelo trabalho minucioso e de alto nível. As passagens de teclado ficaram a cargo do convidado especial, o músico solo paulistano YURI FULONE, outra referência do estilo que vem se destacando no país nos últimos anos. A abertura a cargo da marcante The eyes of the Medusa lhe despertará logo aquele sentimento do Metal forjado no fogo dos anos 80.  A faixa-título tem passagens mais cadenciadas que lhe dão uma atmosfera épica, além de seus belos solos e duetos entre baixo e guitarra. Metal avenger é uma sucessão de riffs cortantes e viradas dinâmicas, especialmente da bateria que lhe prendará a atenção. O timbre de Paulinelli remete muito a linha de Chris Boltendahl (GRAVE DIGGER) e seu desempenho se destaca em faixas como The Barbarian e Warrior. A belíssimaCimmeria fecha dignamente o trabalho, contando com a ótima participação de Arthur Migotto. Tudo o que aqui foi dito pode parecer demasiadamente exagerado, mas acredite você está diante de um dos melhores lançamentos do ano. Nota: 9,0
Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1-Wrath of the Gods / 2-The eyes of the Medusa / 3-Glorious death / 4- Metal avenger /5-The axe will rule the kingdom (King Kull part II) / 6-The barbarian /7-Conan the liberator / 8-Warrior / 9-Red Sonja / 10-Cimmeria
Para adquirir o CD: www.arthorium.com

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Resenha: Roça and Roll: 18ª edição (2016): Varginha-MG.

Por Vinnie Bressan e Écio Souza Diniz / Fotos: Paty Freitas
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Dezoito anos. É oficial: o Roça ‘n’Roll já pode ser preso! E o PÓLVORA ZINE estava lá, para conferir e registrar esse momento emblemático da história do Festival, agora maior de idade.  Antes de qualquer outra coisa, é preciso situar: cruzando variáveis como estrutura, longevidade, frequência da realização e quantidade de atrações, o Roça and Roll é seguramente um dos festivais mais importantes e representativos da música pesada em todas as suas vertentes no Brasil. É sabido que resistir no cenário atual é uma demonstração de coragem e uma prova de força, a resistência de quem rema contra a maré. Entretanto, se por um lado este fato nos faz temer pela manutenção do evento nos altos padrões em que ele já se firmou, por outro ressalta um de seus aspectos mais legais: a familiaridade. Ir ao Roça é a certeza de conhecer ou reencontrar membros de uma grande família, é a oportunidade de encontrar pessoalmente alguém com quem o seu contato pode até ser frequente, mas é apenas virtual. Uma família a qual pertencem fãs, produtores, músicos, blogueiros, colecionadores, aficionados, fanzineiros, críticos, roadies, curiosos e amigos, todos com pensamentos afins regados a muito Metal.  

domingo, 12 de junho de 2016

BLUE MAMMOTH – Stories of a king

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Finalmente o BLUE MAMMOTH chega ao seu segundo álbum após o ótimo debut Blue mammoth (2011). Atualmente composta por Andre Micheli (teclado e vocal), Julian Quilodran (baixo, violoncelo, flauta e backing vocals), Vinicius Dantas (guitarra e backing vocals) e Thiago Meyer (bateria, percussão e backing vocals) a banda mais uma vez oferece um rico e cativante Rock progressivo. O interessante é que Stories of a king foi basicamente composto na mesma época do primeiro álbum, mas mesmo sendo desta forma uma continuação ele soa mais evoluído e maduro, repleto de momentos que o levam uma envolvente e profunda introspecção construída por uma dinâmica eficiente das músicas. De fato, o trabalho é conceitual e trata da saga espiritual de um homem, o que realça o motivo das músicas girarem em torno da citada atmosfera mais introspectiva e melancólica. As influências clássicas de YES, GENESIS, URIAH HEEP, JETHRO TULL e RUSH continuam notáveis, mas com uma roupagem mais atual que é uma das características do BLUE MAMMOTH. Outras características marcantes no decorrer do álbum são as bases marcantes, improviso e refrãos cativantes. Na abertura The endless roadexibe um ótimo contraste entre melodia e riffs poderosos. Em Lonely fight se encontra belíssimas bases remetentes a teclado órgão e ótimo solo de Hammond e uma linha vocal que se encaixou perfeitamente, além de suas reviravoltas inesperadas, suaves e profundas. Flying free é uma overdose instrumental de técnica, peso, rapidez e cadencia, com excelentes solos de guitarra. Ainda se destacam o clima misterioso e apoteótico de The reign, os riffs rápidos e pesados eWrong ways e a emocionante balada Waiting room. Sem dúvida, já figura entre os melhores lançamentos de 2016. Nota: 9,0
Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1-The endless road/ 2-Children’s fear/ 3-Lonely fight/ 4-Flying free/ 5-Nobody’s hero/ 6-Perfect dreams/ 7-The reing/ 8-Reflections of death/ 9-Wrong ways/ 10-Waiting room

2DEDO – Between cosmos and hell

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O 2DEDO surgiu no ano de 2013 em Mariana (MG) e atualmente composto por Christiano Dedo (vocal), Zé Lobo Dedo (guitarra e teremim), Fabiano Dedo (baixo e backing vocal) e Duillian Dedo (bateria) mostram neste primeiro registro músicas inspiradas e de qualidade. A sonoridade de uma forma geral remete a elementos do Doom clássico de bandas como SAINT VITUS e TROUBLE, além de uma grande e marcante influência de BLACK SABBATH, e também gira em torno do Space Rock, cujas influências mais notórias que vem a mente são UFO, GRAND FUNK RAILROAD e BLUE OYSTER CULT. A gravação ficou bem lapidada e os instrumentos estão bem timbrados, o que realça ainda mais o produto final. O vocal de Christiano segue uma interessante linha mais Doom e tem bastante potencial, precisando apenas ser um pouco mais homogêneo em sua execução. No set list, Red boy abre com boas bases e riffs mais cadenciados e uma mudança de andamento para algo mais progressivo que ficou interessante, Corrupted by devil  possui bases mais pesadas e rápidas, Rise and fall of Pipi Clown possui uma pegada mais Hard/Prog com uma cozinha eficiente,Drugs from mars é a mais pesada com ótima dinâmica da bateria e instrumental e viajante When greys leave the skyencerra adequadamente o disco. Uma banda que tem futuro se continuar apostando certo no que fazem. Nota: 7,5
Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1-Between cosmos and hell / 2-Red boy/ 3-Corrupted by devil/ 4-Rise and fall of pipi clown/ 5-Drugs from mars/ 6-Hangover of a kind/ 7-When greys leave the sky

DESALMADO/HOMICIDE – In Grind we trust

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Eis aqui mais um ótimo lançamento do Grindcore nacional com duas expressivas bandas desta cena na última década. Os paulistanos do DESALMADO e os catarinenses do HOMICIDE despejam decibéis de porrada sonora direta na cara, sem firulas e envoltas por ideologias Niilistas. O produto final deste Split tanto em gravação quanto arte gráfica do encarte complementaram as faixas que falam por si próprias. O DESALMADO pratica aqui um Grind bem ácido, destacando riffs cortantes e um vocal gutural urrado e mais agudo. Além disso, percebe-se uma influência de CARCASS dos primórdios em algumas faixas comoHidra, com suas passagens mais cadenciadas, e Em ruínas, um escarro sobre ditadura e fascismo. Outro destaque é Diáspora, rápida e fulminante. O HOMICIDE já pratica um Grind mais brutal no seu formato mais usual, unindo bases rápidas e insanas a uma mescla de vocal gutural e vomitado, o que já notado logo de cara na entrada com Ilusão idiótica, seguida por Vosso líder. Dentre as influências mais marcantes que podem vir da audição estão DISRUPT, AGATHOCLES e NAPALM DEATH. Causa e efeito é um poço de fúria incontida sobre a alienação social e o futuro do ser humano, e From reality to dust ainda vai além em termos de agressividade. Corra atrás e adquira sem medo de errar. Nota: 8,5
Por Écio Souza Diniz
Faixas: DESALMADO: 1-A ordem dos porcos/ 2-O pavor do Estado/ 3-Hidra/ 4-Em ruínas/ 5-Eternidade do medo/ 6-Diáspora/ 7-Ilusão idiótica/ 8-Vosso líder/ 9-Contra o tempo/ 10-Estado terminal/ 11-From reality to dust/ 12-Stupid

terça-feira, 10 de maio de 2016

BASTTARDOS - O último expresso



O BASTTARDOS foi formado no Rio de Janeiro em 2010 e após e estreoum em bom estilo com o primeiro trabalho, Dois contra o mundo (2013). Agora, a banda composta por Alex Campos (guitarra e vocal), Bernardo Martins (bateria) e Terceiro Elemento (baixo) chega pra valer com seu segundo álbum, o EP O último expresso (2015). O que você encontrará aqui é Rock and Roll de qualidade, com uma dinâmica heterogênea bastante interessante e que prende a atenção do ouvinte. Afinal de contas, tão importante quanto ser muito bom para tocar algo é saber fazê-lo de forma prazerosa que deixe quem ouve envolvido com a música. E aqui eles fornecem tudo isso e muito mais por meio de músicas despojadas. O formato de um Rock básico e potente é algo que felizmente tem crescido novamente no Brasil e esses cariocas tem tudo para ser um dos bons destaques dessa nova safra. Os destaques ficam para as pesadas e rápidas Basttardos, com sua abertura num estilo ‘western’ e Licor de cereja e a bela Despertar do parto. Em suma, mescla equilibrada de Hard Rock, Southern e Alternativo com a crueza típica que na realidade é o que todos almejam: diversão. Adquira já o seu CD! Nota: 8,0

Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1. Basttardos / 2. Licor de Cereja / 3. Despertar do Parto/ 4. Exilados/5. Terceiro Elemento

sábado, 9 de abril de 2016

WAYS - Watching from Afar

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A banda WAYS oriunda de Paris e atualmente composta por Clément (Vocal), Tony (bateria), Matthieu (baixo), Bruno (guitarra), Nico (guitarra) neste primeiro EP manda ver num som pesado, mesclando Rock Alternativo e Metal, com elementos do Metal Industrial e Metalcore. A gravação está bem lapidada e os músicos são técnicos e lançam mão de riffs eficientes. O trabalho do baixo e da bateria também se destacam pela forma como funcionam sincronicamente. Logo na entrada com My blue stainvocê sentirá a potencia do disco, passando pelos momentos mais cadenciados de As a duty e Misty hope. A faíxa-título é um ótimo tema instrumental. Something to say é agonizante e Twenty first sectuary fecha pesadamente o setlist. Vá atrás e ouça. Nota: 8,0
Por Écio Souza Diniz
Faixas: My blue stain / 2-As a duty / 3-Misty hope / 4-Watching from Afar / 5- Something to say / 6-Twenty first sectuary

CEIFADOR - Heavy metal 666

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Atenção adeptos de um Metal Extremo, cru, áspero e perverso, o CEIFADOR oriundo se Sorocaba (SP) irá arrancar suas cabeças com 10 rajadas musicais forjadas em aço e fogo, proporcionando doses cavalares de uma mescla perfeita entre Thrash, Speed e Black metal. A produção e gravação estão propositalmente mais sujas, o que dá a tônica cheia de fúria deste disco. Além, disso tudo aqui trabalha a contento, com um instrumental bem construído composto por riffs cortantes e a cozinha do baixo e batera explodindo aos ouvidos. Mas também há o vocal malévolo e rasgado que acentua o poderio bélico de faixas como Demons nightBaphomet e Open grave. No entanto, o golpe fatal vem por meio de Dead and Alcoholized,  Heavy metal 666 e Rats of death. O disco foi lançado pelo selo português Helldprod e encontra-se à venda no seu site. Adquira o seu e ouça no volume máximo. Claro, se seus tímpanos aguentarem. Nota: 9,0
Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1 – Demons Night/ 2 – Drunk in Hell/ 3 – Baphomet/ 4 – C.I.D/ 5 – Open Grave/c6 – Dead Eyes/ 7 – Heavy Metal 666/ 8 – Dead and Alcoholized/ 9 – Reaper (Bathory Cover)/ 10 – Rats in Hell

quinta-feira, 7 de abril de 2016

CRUZ DE FERRO - Morreremos de pé.

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Após o EP Guerreiros do metal (2014) os portugueses do CRUZ DE FERRO estreiam com ótima qualidade com Morreremos de pé. Este é um disco para quem gosta de um Heavy metal tradicional, épico e bem executado e que versa sobre batalhas e fatos históricos. Atualmente a banda é composta Ricardo Pombo (vocal e guitarra), Rui Jorge (guitarra), João Pereira (baixo) e Bruno Guilherme (bateria). A interessante arte da capa, feita pelo artista Sena Lordigan, foi baseada nos atos heroicos de D. Duarte de Almeida, que não largou o estandarte do país mesmo após o inimigo lhe ter decepado as mãos. Ou seja, este debut também reflete vários fatos e momentos históricos de Portugal, como sua luta pela independência e liberdade. Além disso, o disco possui riffs diretos e bem executados pela dupla Pombo e Jorge como solos harmoniosos. Dentre os destaques estão a rápida faixa-título com seu refrão marcante, Fúria divina com ótimo andamento da bateria, Nossa glória, Decepado com seus andamentos mais cadenciados e a nacionalista Nova Alijubarrota com seus eficientes solos. Um ótimo começo e que venha o segundo álbum. Nota: 9,0

Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1- Morreremos de pé/ 2-Furia divinia/ 3-Santiago/ 4-Nossa glória/ 5-O decepado/ 6-Nova alijubarrota/ 7-Quinto império/ 8-A Lucifer/ 9-Imortal / 10-vitória