sexta-feira, 8 de maio de 2015

NECROBIOTIC: Uma máquina Death metal!

Necrobiotic banda 2Por Ramon Teixeira
Celebrando 21 anos de estrada e passando por cima de tudo com sua máquina Death metal, a banda NECROBIOTIC – formada por Flávio “F.A.C.O.” Oliveira (guitarra e vocal), Humberto Silva (guitarra), Fabrício Franco (baixo) e Broka (bateria) – em mais uma data da “Necro On The Road”, turnê de divulgação do novo álbum Death Metal Machine(2014) esteve em Conselheiro Lafaiete para se apresentar no 14º Rising Metal Fest. O PÓLVORA ZINE aproveitou para bater um papo com os caras sobre a carreira, o novo trabalho, a turnê e sobre o Metal nacional. Confira.
Pólvora Zine: A Necrobiotic possui 21 anos de estrada. Como é viver todo esse tempo produzindo Metal extremo no Brasil?
F.A.C.O: Headbanger é o melhor estilo de vida que se pode ter brother. Hail Satan! É isso aí, essa é a nossa vida cara, foda-se.  

P.Z.: Para celebrar os 20 anos de banda foi lançado no ano passado Death Metal Machine (2014). Como tem sido a receptividade do público das novas músicas ao vivo?
F.A.C.O: Muito boa. Eu estou muito feliz. Cara essa turnê nossa está do caralho, turnê fodida, já tem umas 30 datas. Esses shows nossos estão muito divertidos, eu estou adorando.
Broka: Procuramos sempre interagir com o público, com o pessoal que vem curtir. A simplicidade, o coração que a gente coloca no palco pra compartilhar o momento já vale por tudo.
Fabrício: E assim o Death Metal Machine é um álbum que é interessante do ponto de vista das composições, ele é um álbum bem eclético, então tem composição de todo mundo, todo mundo participou igualmente, inclusive na produção do disco que foi feito por nós mesmos da banda. E é foda, é um álbum bem eclético mesmo dentro do Death metal, com músicas mais cadenciadas, no CD tem até uma música acústica fora do padrão e é do caralho. Acho que o show está bem interessante e             estamos incluindo algumas músicas do Alive and Rotting (2011), o trabalho anterior, mais splatter e é isso ai, a gente continua na mesma linha e tentando sempre melhorar, produzir mais e fazer um som melhor para a galera que curte som extremo.
P.Z.: O novo disco tem sido bem recebido pela crítica especializada e pelos fãs. O que isso representa para a banda?
F.A.C.O:  Reconhecimento, só isso! Porque isso é o que a gente é, nada mais. È só reconhecimento da nossa história, mais nada. Não tem um significado, nada de ego, nada, é só reconhecimento pelo que a gente é.
Broka: Enquanto pudermos estar tocando, quebrando tudo, levando artilharia pesada pra galera curtir, vamos continuar fazendo. Vamos compartilhar isso ai enquanto a gente puder.
Fabrício: A gente fez um trabalho mais autêntico e original possível, procuramos dizer o que pensamos sobre música, principalmente sobre esse ramo do Metal extremo e foi muito bom. Um trabalho no qual demos o nosso sangue, nos empenhamos de coração e vermos uma crítica positiva assim pra nós é mais combustível pra continuar produzindo, fazendo e vendo que podemos sempre produzir algo melhor pra galera que gosta do som extremo.
P.Z.: No novo registro chama atenção as músicas cantadas em português. O que motivou a banda a cantar algumas músicas na língua nativa?
F.A.C.O: Primeiro, o desafio de criar uma letra em português era algo novo para mim, foi a primeira vez que eu fiz letras em português. Segundo, algumas letras tinham que ser entendíveis. Elas têm um recado, e é um recado que as pessoas do nosso meio, headbangers do nosso underground brasileiro tinham que entender, por isso a Apenas um Primata é em português, porque as pessoas tem que ouvir aquela porra. Se não gostar, foda-se. Se gostar, estamos juntos.
Fabrício: Foi um desafio, de certo ponto de vista até inovador. Tem a galera meio resistente quanto a isso, mas a gente sentou e conversou: “vamos fazer metade a metade, algumas vão ficar legais em português, mas outras não”. Testamos, fizemos algumas adaptações e as que ficaram melhores incluimos no disco. Como disse o F.A.C.O, a gente queria uma mensagem mais direta pro público e trabalhamos mais nisso. De forma geral foi positivo pra caralho, deu certo a experiência.
P.Z.: Como vocês enxergam o cenário metal nacional?
Broka: Tem muita banda foda no Brasil. E a galera pode ir aos festivais porque tem muita banda foda, o pessoal tá quebrando tudo e o público vai curtir. Escutem as bandas internacionais, mas no Brasil tem muita banda. O Brasil é foda para ter banda de Metal!
F.A.C.O: A cena mais rica do underground no mundo é a nossa. Aqui tem de tudo. Desde 30 anos atrás a gente participou de criações, inovações e ainda estamos produzindo coisa boa pra caralho. Então se você não escuta Metal brasileiro, vai se foder cara.
Fabrício: Se fizer uma análise mais profunda da riqueza de material, produção artística dentro disso ai é gigantesca, é riquíssima. Eu tento ver de forma positiva e pensar que está crescendo e vai continuar existindo, porque tudo que e ruim acaba por si só, e tudo que é bom permanece, e o Metal está aí para ficar. A gente tem que persistir e continuar criando e quem sabe futuramente consigamos um apoio maior, um espaço melhor, um apoio via Lei de Incentivo à Cultura e que as pessoas tenham uma visão menos preconceituosa porque é riquíssimo nosso cenário. Estamos aí para ficar.
P.Z.: Obrigado pela entrevista. A palavra é de vocês.
Humberto: Valeu pelo apoio de todo mundo que gosta da NECROBIOTIC, valeu pela força. Estamos aqui em Conselheiro Lafaiete, é uma grande honra estar aqui representando o Metal mineiro de Divinópolis. É isso aí, um abraço.
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