segunda-feira, 24 de agosto de 2015

PARADISE LOST – The plague within

Paradise_Lost_-_The_Plague_Within
Muito tem sido falado que o PARADISE LOST já foi uma banda boa. Bem, primeiramente apesar dos escorregões ocorridos em álbuns como One second (1997), Host (1999)e Believe in nothing (2001), a banda veio restabelecendo os laços com as raízes de sua fase áurea a partir de In requiem(2007), chegando a doses generosas em Tragic idol (2012). Mas The plague within foi a redenção da banda desdeDraconian times (1995). Por que? Simples, por que ele reúne os elementos primorosos de sua sonoridade, compreendendo o período de Ghotic (1991) à Draconian times. Isso mesmo meu amigo, você ouvirá partes melodiosas de Draconian times, aliadas à rispidez de GhoticShades of God (1992), com direito a bons guturais, e riffs cortantes de Icon (1993). Só para começar o álbum abre com as agressivas No hope in sight (Nota: mas que refrão!) e Terminal, com ótimas alternâncias de gutural e vocal limpo de Nick Holmes (Nota: parece que ele acordou de um profundo sono e precisa botar sua ira para fora). Para leva-lo profundamente ao seu universo obscuro, a linha tênue entre agressividade (Nota: diga-se, algo muito bem equilibrado em todo o álbum, sem excessos desnecessários como dantes…),An eternity of lies comanda firme. Punishment through time mantém o peso a lá Icon. Em Beneath broken earth há solos excelentes e inspirados da dupla Greg Mackintosh e Aaron Aedy, que por sinal mostra uma dinâmica bastante rica e que há anos estávamos aguardando eles recuperassem. Sacrifice the flame e Victim of the past alternam entre a beleza, suavidade e fúria em ascensão, sendo assim as mais melancólicas. Em Flesh from the bone você encontra simplesmente a música mais pesada e rápida da banda em 20 anos, remetendo a elementos de Black metal em algumas partes. A porrada sonora continua intacta em Cry out e para não fazerem feio, eles capricharam no fechamento com a monumental Return to the sun(Nota: na modesta opinião deste que vos escreve, a faixa mais poderosa e sombria da banda até hoje). Está achando exagero ou falácia? Então ouça! Nota: 10
Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1-No Hope in Sight/ 2-Terminal/ 3- An Eternity of Lies/ 4-Punishment Through Time/ 5-Beneath Broken Earth/ 6-Sacrifice the Flame/ 7-Victim of the Past/ 8-Flesh from Bone/ 9-Cry Out/ 10-Return to the Sun

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